Famosos
Após 30 anos, restos mortais dos Mamonas Assassinas serão exumados e motivo é revelado
Exumação acontecerá no dia 23 de fevereiro
Situações inusitadas costumam chamar a atenção do público, principalmente quando envolvem nomes que marcaram gerações. Ideias diferentes, carregadas de simbolismo, despertam curiosidade e emoção ao mesmo tempo.
É o que acontece agora com uma iniciativa que promete transformar memória em natureza e saudade em novos começos. Trinta anos após a partida dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, os restos mortais dos cinco músicos serão exumados na próxima segunda, dia 23 de fevereiro para um processo de cremação.
A decisão foi autorizada pelas famílias e faz parte de um projeto especial que culminará na criação de um memorial vivo. As cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis desenvolvidas especialmente para esse tipo de procedimento.
Em cada urna será plantada a semente de uma árvore, que poderá ser de espécies como ipê amarelo, jacarandá ou sibipiruna. A proposta é que cada integrante seja representado por uma árvore, simbolizando continuidade e renovação.
O plantio acontecerá no BioParque Cemitério, em Guarulhos, cidade onde os músicos viveram. Após a preparação das urnas, elas serão encaminhadas ao Centro de Incubação do parque, onde as mudas passarão por monitoramento constante até estarem prontas para o plantio definitivo em um espaço reservado.
A área se tornará um memorial permanente, com possibilidade de registro de fotos, mensagens e lembranças em uma plataforma digital vinculada ao local. A ideia, segundo responsáveis pelo projeto, é oferecer uma nova forma de homenagem, conectando memória e meio ambiente.
O empresário Jorge Santana, que cuida da marca do grupo, classificou a iniciativa como inovadora e destacou que o espaço permitirá que fãs e familiares tenham um ponto de referência simbólico e afetivo.
Os cinco integrantes da banda perderam a vida em 2 de março de 1996, em um acidente aéreo que também vitimou outras quatro pessoas. Mesmo após três décadas, o legado irreverente e marcante do grupo segue vivo na cultura brasileira.