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Após ocorrido com Erika Hilton, Ratinho não poupa palavras e detona a deputada: ‘Pra ser mulher tem que…’
O apresentador Ratinho utilizou o espaço de seu programa no SBT, exibido na noite desta quarta-feira (11), para comentar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Durante a transmissão ao vivo, o comunicador expressou descontentamento com a escolha de uma mulher trans para liderar o colegiado, argumentando que o posto deveria ser ocupado por outras parlamentares. A fala ocorreu logo após a definição do nome da deputada para o cargo em Brasília, gerando repercussão imediata sobre o posicionamento do empresário.
Ao abordar o tema, o proprietário da Rede Massa questionou a justiça da decisão tomada pelos parlamentares, sustentando sua opinião em critérios biológicos para definir a ocupação do cargo. Em sua declaração, Ratinho afirmou: “E teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”. O apresentador prosseguiu com comentários sobre a identidade de gênero da parlamentar, alegando que, embora respeite comportamentos diferentes, a presidência do órgão exigiria características específicas que ele considera essenciais.
GENTE? Ratinho ataca Érika Hilton, ao vivo, no SBT: "Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans […] Mulher pra ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar…" pic.twitter.com/6b44qnCdRS
— Central Reality (@centralreality)
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Definição biológica e comentários
Aprofundando sua argumentação, o comunicador listou condições fisiológicas que, em sua visão, seriam determinantes. “Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, e está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”. Em outro momento, ao reforçar que não possui desavenças pessoais, ele utilizou o termo masculino antes de se corrigir: “Eu sou contra. E eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas eu quero dizer que eu não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton”.
O apresentador reiterou que sua posição não se tratava de um ataque direto à pessoa de Erika Hilton, reconhecendo que ela “só fala bem”, mas insistiu na incompatibilidade que enxerga entre a vivência de uma mulher trans e as pautas do colegiado. Segundo Ratinho, a liderança da comissão deveria recair sobre alguém com experiências biológicas de nascença. Ele questionou se a deputada teria a compreensão necessária sobre as dificuldades enfrentadas pelo público feminino, sugerindo que a modernização e a inclusão não deveriam ultrapassar certos limites que ele considera exagerados para o contexto da representatividade na Câmara.
Comparação sobre representatividade
Para finalizar seu raciocínio durante o programa, Ratinho fez uma analogia sobre a representatividade em pautas de gêneros distintos, indagando sobre a viabilidade de uma situação inversa. O comunicador encerrou o assunto dizendo: “E para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Não é fácil ser mulher. Imagine se uma mulher trans fosse defender as pautas relacionadas ao público masculino? Estaria certo? Também não. Está certo, vamos nos modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar”.