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Artemis II ao vivo: após calor extremo, astronautas retornam à Terra e estado de saúde é revelado
A missão Artemis II entrou na fase final de sua jornada de volta ao planeta nesta sexta-feira (10), encerrando a primeira expedição tripulada à região lunar em cinco décadas. O pouso teve como destino o Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos. A etapa decisiva começou com a separação da cápsula Orion do módulo de serviço, manobra mecânica que preparou a estrutura para o atrito com a atmosfera terrestre.
O grupo a bordo foi composto por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. No espaço, os astronautas realizaram observações da superfície lunar e capturaram registros visuais. Com a trajetória, os integrantes se tornaram os seres humanos que viajaram para a maior distância já registrada a partir da Terra. O impacto da viagem foi resumido na frase: “‘Memórias para a vida toda’, disse astronauta da Artemis II”.
Como funcionou a reentrada da cápsula Orion da Artemis II
O desprendimento do módulo de serviço foi classificado como o instante mais crítico do retorno. A partir desse movimento, o escudo térmico da nave ficou exposto para suportar as condições severas da reentrada. Os viajantes lidaram com um ambiente extremo, que incluiu a interrupção temporária dos sinais de comunicação com a base de controle. A estrutura externa do equipamento atingiu temperaturas superiores a 2.760 graus Celsius devido ao atrito aerodinâmico.
Outro fator de alta intensidade durante a descida foi a brusca redução de velocidade. O veículo passou de um deslocamento superior a 40 mil quilômetros por hora para 32 quilômetros por hora em poucos minutos. Essa frenagem submeteu os ocupantes a forças que chegaram a 3,9 vezes a gravidade da Terra. Para garantir a segurança, o sistema acionou paraquedas de frenagem a 6,7 quilômetros de altitude, seguidos pela abertura de três paraquedas principais a 1,8 quilômetro de altura.
Resgate dos astronautas da Nasa no Oceano Pacífico
Assim que ocorreu o impacto na água, as equipes de resgate iniciaram a aproximação da cápsula. Após a chegada, a comunicação foi restabelecida, e os astronautas puderam ser ouvidos, demonstrando estado de saúde estável, sem relatos de ferimentos. A diretriz estabeleceu que a retirada dos tripulantes deveria ser concluída em um prazo máximo de duas horas após o pouso. Na sequência da operação oceânica, os profissionais foram transportados por helicópteros até o navio USS John P. Murtha. O destino final do grupo, após os procedimentos iniciais de segurança, foi o Centro Espacial Johnson, localizado no Texas.