No fim de tudo, ela deixou um recado que mais parecia um abraço em forma de palavras. Disse que talvez a Terra tenha perdido uma pessoa boa demais pra esse mundo, mas que o céu, lá em cima, deve ter recebido algo realmente extraordinário. Foi daquele tipo de despedida que a gente lê e precisa parar uns segundos pra respirar.
Ela escreveu que vai lembrar dele toda vez que olhar para um pôr do sol. E não aquele pôr do sol qualquer, mas aquele fim de tarde alaranjado, meio rosado, que pinta o céu de um jeito quase inacreditável. Quem mora em cidade grande sabe… às vezes a gente nem repara. Tá preso no trânsito, mexendo no celular, reclamando do calor. Mas quando a dor bate, até o céu vira mensagem.
