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Campeão de A Fazenda, Rico Melquiades expõe batalha contra vício e fala em recomeço: ‘Quero me libertar’
O influenciador digital e vencedor do reality show A Fazenda 13, Rico Melquiades, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (21/1) para compartilhar um relato pessoal sobre sua saúde. Em uma publicação direcionada aos seus seguidores, ele revelou estar enfrentando um quadro de dependência relacionado ao uso de medicamentos. A declaração pública teve como objetivo esclarecer sua situação atual e expor as dificuldades que tem vivenciado nos últimos tempos devido ao consumo excessivo dessas substâncias, trazendo à tona um tema sensível sobre o uso indiscriminado de fármacos para o alívio de sintomas físicos e emocionais.
No texto divulgado, Melquiades explicou que a situação teve início de maneira gradual, motivada pela necessidade de tratar dores físicas e dificuldades para dormir, mas que acabou evoluindo para um cenário de dependência que ele não conseguiu prever. O influenciador admitiu que, inicialmente, tratava o assunto com certa leviandade, mas que sua percepção mudou drasticamente.
“Não começou por prazer, começou como uma tentativa de aliviar dores, silenciar a mente, conseguir dormir ou simplesmente aguentar os dias. Em algum momento, sem perceber, aquilo que era ajuda virou dependência.”
Impactos do uso contínuo
O relato prosseguiu com o influenciador descrevendo como a dependência tem interferido diretamente em sua qualidade de vida e na sua autoimagem. Segundo Melquiades, os efeitos colaterais do uso contínuo dos medicamentos ultrapassaram o alívio momentâneo, passando a prejudicar seu bem-estar físico e psicológico.
Ele compartilhou com o público a exaustão que sente ao lidar com essa condição diariamente, afirmando: “Hoje eu reconheço que isso está me afetando. Afeta meu corpo, minha mente e a forma como eu me vejo. Muitas vezes eu sinto cansaço de viver preso a isso.” A exposição demonstra a complexidade de lidar com a habituação a substâncias químicas, mesmo quando iniciadas com propósitos terapêuticos.
Além de expor sua vulnerabilidade, Rico Melquiades transformou seu desabafo em um aviso importante para seus milhões de seguidores sobre os riscos associados à automedicação e ao uso prolongado de fármacos sem o devido monitoramento rigoroso. O influenciador enfatizou que o problema é real e pode atingir qualquer pessoa que busque alívio rápido para questões de saúde ou tensão emocional. Ao tornar pública sua luta, ele busca conscientizar seu público sobre a linha tênue entre o tratamento necessário e o desenvolvimento de uma dependência química, ressaltando a importância de encarar a realidade para buscar ajuda profissional.
Alerta e busca por tratamento
Ao encerrar sua manifestação, o campeão de A Fazenda demonstrou estar decidido a mudar sua trajetória e buscar a recuperação completa, independentemente dos desafios que o processo de desintoxicação e tratamento possa apresentar. Ele deixou claro que a publicação não servia como justificativa para comportamentos passados, mas sim como um marco para uma nova fase de cuidados com sua saúde. Rico finalizou com uma mensagem de determinação: “Este texto não é uma desculpa. É um alerta!!! Remédios viciam. Eu quero me libertar e, mesmo que o caminho seja difícil, eu estou disposto a dar o primeiro passo.”
O vício em medicamentos é um problema que pode começar dentro de casa, com remédios usados para dor, ansiedade ou insônia, e evoluir para dependência com o uso repetido e fora da orientação médica. Em muitos casos, a pessoa passa a aumentar a dose por conta própria, mistura substâncias ou mantém o medicamento mesmo quando já não existe indicação, criando um ciclo em que o corpo “pede” cada vez mais para sentir o mesmo efeito.
O tratamento precisa ser feito com acompanhamento médico, porque parar de uma vez pode causar abstinência e até complicações, dependendo do tipo de remédio. Normalmente envolve avaliação clínica, redução gradual da dose quando indicado, suporte psicológico ou psiquiátrico e um plano para tratar a causa original, como ansiedade, depressão, insônia ou dor crônica. Em casos graves, pode ser necessário atendimento intensivo ou internação, principalmente quando há uso abusivo de calmantes, opioides ou estimulantes.