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Felca sugere disque-denúncia para maus-tratos de animais e inicia abaixo-assinado
Nesta quinta-feira (12/2), em uma rede social, Felca publicou um vídeo em defesa dos animais, após a repercussão da morte do cão Orelha, assunto amplamente divulgado pelo portal LeoDias, inclusive com muitas exclusivas do desdobramento do caso. Ele falou da iniciativa do abaixo-assinado que está fazendo para pressionar o Ministério da Justiça a criar um disque-denúncia destinado a maus-tratos de animais. O youtuber se destacou nos últimos meses por expor a adultização que Hytalo Santos e outros influenciadores faziam com menores de idade, o que rendeu a prisão do nordestino.
“Já deu de falar do cachorro Orelha. É só um cachorro”, iniciou Felca no Instagram, frase para chamar a atenção dos internautas. Em seguida, contextualizou o caso do cãozinho, que era querido por moradores da região da praia Brava em Florianópolis, Santa Catarina. Adolescentes o agrediram e ele faleceu devido aos machucados. “Poupar a dor não era uma prioridade para eles”, disse.
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Ele também citou a investigação que iniciou suspeitando de três garotos e agora mira em apenas um. “Estranho? Eu não boto a mão no fogo por ninguém”.
“Eu vejo pessoas na internet incomodadas com o tanto que esse caso repercutiu. ‘Já entendemos, foi cruel, já deu’. Mas eu vejo isso com bons olhos. É um caso chocante, e é bom que choque. É sinal de que ainda somos humanos e, mesmo com tantas coisas chocantes que vemos por aí, não perdemos a capacidade de sentir!”, opinou.
O youtuber citou que o Brasil tem nota “D” no índice de proteção animal do World Animal Protection, ficando atrás de países como Índia e México. No ano passado, foram registrados 13 maus-tratos a animais por dia.
O criador de conteúdo falou o que toda a repercussão vai gerar: “Sabe o que vai mudar com essa mobilização toda que estão fazendo, influenciadores falando, pessoas compartilhando? Nada. O Carnaval vai passar e 13 ‘Orelhas’ vão continuar sendo maltratados por dia”.
Felca pede ajuda para criação de disque-denúncia
Felca pensou em um disque-denúncia de maus-tratos animais, de forma anônima, 24 horas. Ele acredita que “absolutamente tudo vai mudar” com isso.
Hoje, no Brasil, para denunciar quando se presencia um maltrato animal, é preciso ligar para a Polícia Civil (190), registrar um Boletim de Ocorrência, ter flagrante, e “postar o vídeo na internet e contar que o caso viralize”, nas palavras do infleunciador. A maioria desiste pelo trabalho que dá, e quem sofre é o animal.
“Vamos usar a revolta que sentimos por esses adolescentes para algo que causa uma mudança real. Para que o cachorro Orelha seja eternizado como o cachorrinho que salvou milhões de outros. Países como a Alemanha, que criaram o disque-denúncia, viram de duas a quatro vezes mais denúncias. É comprovado: quando denunciar é fácil, a intervenção acontece e as consequências também. O agressor muda o comportamento por medo, não por consciência”, defendeu.
Em seguida, explicou como seria o canal de denúncia: você ligaria, o atendente coletaria o local, o tipo de animal, se há risco imediato. Iria existir uma triagem e encaminhar para a polícia, serviço municipal ou fiscalização veterinária, baseado na gravidade do caso. A visita iria acontecer até preventivamente, antes do crime, e o registro ficaria no sistema.
“Por que funciona? Ninguém ia ficar perdido, é um canal único. Um disque-denúncia mudaria tudo. Mas precisa de todo mundo unido para isso acontecer. Eu não tenho força nenhuma, você tem. Compartilhe esse vídeo nos stories ou com o máximo de pessoas possível. Cobre influenciadores para falar sobre isso. Assine a petição que eu criei, o link está na minha bio. Se a gente bater 200 mil assinaturas, a gente pode pressionar o Ministério da Justiça e essa mudança é feita. Isso tem potencial de salvar milhões de animais como o Orelha”, contou. Felca finalizou: “O tempo não precisa ser aliado das pessoas ruins”.

