Famosos
Lembra do ET, da dupla com Rodolfo? Seus últimos dias de vida não foram nada fáceis
Cláudio Chirinian, popularmente conhecido como ET, formou uma dupla memorável com Rodolfo Carlos entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000. A trajetória artística de Cláudio teve início por intermédio de Rodolfo, que o introduziu no meio televisivo.
A parceria ganhou notoriedade inicialmente nos programas de Ratinho, na Record, e consolidou-se no SBT, onde foram contratados por Gugu Liberato para o quadro “Bom Dia Legal”. Na atração, a dupla acordava celebridades de maneira ruidosa e humorada. Antes da fama, Cláudio trabalhava como entregador de avisos da Secretaria Municipal da Fazenda de Osasco e era conhecido pelo apelido de “Sabiá”. A mudança para a televisão alterou significativamente sua renda, que saltou de um salário baixo na prefeitura para valores mais expressivos conforme a popularidade da dupla aumentava.
Causas clínicas e complicações de saúde
O quadro de saúde que levou ao falecimento do artista envolveu múltiplas complicações sistêmicas. Cláudio apresentava problemas pulmonares e insuficiência renal aguda. O óbito foi confirmado após uma parada cardíaca decorrente de choque séptico e broncopneumonia. Além das questões agudas enfrentadas na internação final, o humorista possuía características físicas específicas desde o nascimento. Embora tenha nascido aos nove meses de gestação, seu crânio era pequeno e a moleira fechou-se precocemente aos quatro meses de vida. A baixa estatura, de 1,40m, chegou a ser investigada como fator genético, visto que suas avós também possuíam estatura reduzida.
O humorista faleceu em 2 de fevereiro de 2010, aos 46 anos, após um período de internação que durou mais de duas semanas. Ele havia dado entrada em um hospital de Osasco, na Grande São Paulo, em 16 de janeiro, sendo posteriormente transferido para a Beneficência Portuguesa, na capital paulista, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva até o momento de seu falecimento. A notícia marcou o encerramento da vida de um personagem que se tornou ícone de programas de auditório.
Durante o velório, o corpo de Cláudio foi vestido com o traje que se tornou sua marca registrada na televisão: paletó e camisa branca, acompanhados de calça social e gravata-borboleta pretas. Na ocasião, Rodolfo Carlos esteve presente e comentou sobre o legado do parceiro, refutando rumores de que teria se afastado do amigo ou de que Cláudio enfrentava um quadro emocional delicado por estar fora do ar. O ex-parceiro de cena declarou: “Ele fez muita gente feliz. Essa foi sua missão“. A cerimônia fúnebre marcou a despedida de uma figura que alcançou altos índices de audiência nos domingos brasileiros.
Histórico familiar e vida pessoal
A mãe do humorista relatou em entrevistas da época que, antes do sucesso midiático, Cláudio apresentava um comportamento retraído, mas que a carreira artística trouxe mudanças positivas para seu ânimo e autoestima. Sobre as condições de saúde na infância e as possibilidades de tratamento para sua condição craniana, ela explicou a decisão familiar a respeito de intervenções médicas cirúrgicas: “Quiseram operá-lo, mas a gente não deixou porque era uma cirurgia de alto risco”. A ascensão na TV permitiu que ele deixasse o antigo emprego público para alcançar rendimentos superiores, além de cachês por apresentações, consolidando sua breve mas intensa passagem pelo entretenimento nacional.