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Mensagens apagadas e vida dupla: a condenação da rainha da cetamina no falecimento de Matthew Perry
A traficante Jasveen Sangha, conhecida como rainha da cetamina, foi condenada a 15 anos de prisão por envolvimento na morte do ator Matthew Perry, ocorrida em outubro de 2023, em Los Angeles. A sentença foi definida pela juíza federal Sherilyn Garnett após a acusada admitir participação em crimes ligados à distribuição de substâncias ilegais. Segundo a investigação, ela operava um ponto de armazenamento em North Hollywood.
De acordo com as autoridades, o ator buscou acesso à cetamina fora do ambiente médico após ter aumento de dose negado por profissionais. Sangha forneceu dezenas de frascos da substância ao intermediário Erik Fleming, que repassou o material ao assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa. A acusação aponta que ao menos três aplicações foram feitas no dia da morte do artista.
Esquema clandestino e fornecimento da substância
Após a repercussão do caso, a traficante tentou apagar provas. Mensagens obtidas pela Justiça indicam que ela ordenou a exclusão de conversas comprometedoras. Durante buscas em sua residência, investigadores encontraram outras drogas, além de equipamentos usados na operação ilegal, como balanças e máquinas de contagem de dinheiro.
A investigação também revelou a participação de profissionais de saúde no esquema. Um médico foi condenado a prisão, enquanto outro recebeu pena domiciliar. Conversas entre os envolvidos indicam que havia exploração financeira da situação do ator, com cobrança de valores elevados pelas substâncias.
Vida de luxo e atuação entre celebridades
Antes da prisão, Sangha mantinha uma rotina marcada por ostentação e acesso a círculos de alto padrão. Com formação acadêmica e aparência de empresária bem-sucedida, circulava entre clientes da elite e utilizava uma rede restrita de contatos para distribuir substâncias ilícitas.
Segundo a promotoria, ela se apresentava como fornecedora seletiva, atendendo apenas um grupo específico de clientes influentes. O caso expôs uma estrutura organizada de fornecimento ilegal e levantou questionamentos sobre o acesso clandestino a substâncias controladas em ambientes ligados a celebridades.