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O que e quais sintomas da doença que tirou a vida de Erlan Bastos
A morte do jornalista Erlan Bastos, aos 32 anos, ocorrida na manhã deste sábado em Teresina, trouxe à tona a gravidade de uma condição de saúde pouco conhecida: a tuberculose peritoneal.
A doença, forma rara e extrapulmonar da tuberculose, foi confirmada como causa do falecimento por meio do diagnóstico feito no Hospital Natan Portella, onde o comunicador estava internado.
Ao contrário da forma mais comum, que afeta os pulmões, a tuberculose peritoneal atinge o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal. Os sintomas incluem:
- Dor abdominal, inchaço;
- Acúmulo de líquido na barriga;
- Cansaço extremo;
- Suor noturno;
- Febre baixa.
Estes sintomas podem ser confundidos podendo levar à confusão no diagnóstico com outras doenças intestinais ou inflamatórias. O tratamento é feito com antibióticos específicos e precisa ser iniciado o quanto antes para aumentar as chances de recuperação.
O primeiro sinal público de que algo não estava bem com Erlan aconteceu em dezembro, quando ele passou mal ao vivo durante a apresentação de seu programa em uma emissora no Amapá.
Com fortes dores no peito, fraqueza e suor frio, foi levado ao hospital, onde seu quadro passou a ser acompanhado com mais atenção. Natural de Manaus, Erlan Bastos construiu uma carreira sólida no jornalismo, especialmente no Nordeste.
Atuou como apresentador em emissoras do Piauí, Ceará e Amapá, além de se destacar nacionalmente como fundador de um portal voltado ao entretenimento e bastidores de famosos. Era conhecido por sua fala direta, pela proximidade com o público e pela coragem em abordar temas polêmicos.
Sua trajetória pessoal foi marcada por superações. Já revelou ter enfrentado períodos de grande vulnerabilidade, como quando morou nas ruas em São Paulo. Apesar das dificuldades, tornou-se uma figura respeitada no meio jornalístico e conquistou forte presença nas redes sociais.
Erlan Bastos deixa a mãe, os irmãos e o marido. Seu velório ocorre neste sábado, na funerária Pax União, no Centro-Sul de Teresina. O sepultamento está previsto para a manhã de domingo, no Cemitério São Judas Tadeu, na Zona Leste da cidade.
A morte precoce de Erlan encerra uma trajetória de lutas, conquistas e impacto significativo no jornalismo popular brasileiro, deixando um vazio entre colegas e seguidores que acompanhavam seu trabalho.