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Primo de Dinho explica decisão da família de transformar cinzas dos Mamonas em árvores
Quase 30 anos após o trágico acidente aéreo que parou o Brasil e interrompeu a trajetória meteórica dos Mamonas Assassinas, os corpos de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio passam por um processo de exumação e cremação para dar lugar a um projeto inédito. As cinzas dos músicos darão vida a cinco pés de ipê em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Para entender os bastidores dessa escolha que comoveu os fãs, o Portal LeoDias conversou com Jorge Santana, primo do vocalista Dinho e atual CEO da marca Mamonas, que revelou os motivos emocionantes por trás da criação do “Memorial Vivo Mamonas”.
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Longe de querer apagar o passado, a ideia da família é justamente trazer renovação para o luto e homenagear a energia caótica e feliz da banda. Segundo Jorge, o formato tradicional de sepultamento já não refletia a essência dos meninos. “Nós, enquanto marca e família, entendemos que Mamonas, especialmente o Dinho, é muito mais do que aquela campa ali há anos, parada no tempo”, desabafou o empresário.
Decisão foi aceita pelas famílias de todos os integrantes dos Mamonas Assassinas
A virada de chave aconteceu após um contato do grupo Primaveras e do BioParque, que apresentaram o ousado projeto ecológico. A proposta foi debatida entre os familiares e culminou em uma aprovação unânime. A iniciativa consiste em cremar os restos mortais que, por meio de um processo inovador, serão incorporados ao plantio de cinco árvores de ipê.
O espaço será dedicado à interação e à memória. Fazendo questão de tranquilizar o público que sempre lotou o cemitério para prestar homenagens, o CEO garantiu: “Ressaltamos que o acesso será totalmente gratuito para os fãs”. Mas por que esperar três décadas para realizar essa mudança, já que as exumações no Brasil costumam ocorrer entre três e cinco anos após o enterro? A resposta, de acordo com Jorge, está no avanço da ciência.
“Quando questionam o ‘porquê de tanto tempo’, explicamos que foi mais que suficiente. Agora contamos com a tecnologia necessária, que antes não existia de forma tão avançada para essa ação”, detalhou. Para a família, o nascimento dos ipês não representa uma despedida, mas a imortalidade de uma história que marcou o país.
“Para nós, isso encerra um ciclo e inicia outro, pautado no respeito e na continuidade. Afinal, Mamonas sempre nos vestiu de alegria e riso e continuará despertando o melhor que há em nós”, concluiu o empresário.

