Connect with us

Saúde

Vírus Nipah, o que se sabe sobre a Infecção sem cura identificada na Índia

Virus Nipah o que se sabe sobre a Infeccao sem

Primeiros casos foram identificados na Índia

Após a pandemia da covid-19, qualquer notícia sobre vírus sem cura costuma gerar apreensão imediata. A experiência recente deixou a população mais atenta a surtos em outras partes do mundo e às possibilidades de disseminação global.

Quando uma infecção desconhecida, sem vacina ou tratamento específico, volta ao noticiário, o sentimento coletivo é de cautela e vigilância, mesmo que o risco imediato seja considerado baixo por especialistas.

Foi nesse cenário que o vírus Nipah voltou a chamar atenção após a confirmação de ao menos cinco casos no estado da Bengala Ocidental, na Índia. As autoridades locais entraram em alerta diante do histórico da infecção, que já causou surtos anteriores no país.

A principal dúvida que surge é se o vírus poderia ultrapassar fronteiras e chegar a países como o Brasil. Segundo especialistas ouvidos por veículos nacionais, o Nipah permanece restrito, até o momento, a regiões específicas da Ásia, como Índia, Malásia e Indonésia.

A infectologista Kamilla Moraes explicou que, enquanto a transmissão entre humanos continuar limitada e sob controle, não há indicação de risco iminente de disseminação para grandes centros urbanos em outros continentes.

O foco atual está no monitoramento e nas medidas sanitárias adotadas pelas autoridades locais. O vírus Nipah é classificado como uma infecção zoonótica, ou seja, transmitida de animais para humanos.

Seus principais reservatórios são morcegos frugívoros, que podem contaminar alimentos ou ambientes por meio de secreções.  Um dos fatores que mais preocupam é o fato de não existir, até agora, tratamento específico ou vacina disponível.

Pacientes infectados recebem cuidados voltados apenas para o controle dos sintomas, que podem incluir quadros respiratórios e neurológicos. Em casos mais graves, a infecção pode provocar inflamação no cérebro, o que eleva o risco de complicações.

Os sintomas iniciais costumam ser pouco específicos, como febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos, o que dificulta o diagnóstico rápido. Com a progressão do quadro, podem surgir convulsões, alterações no nível de consciência e pneumonia.

A recomendação é acompanhar informações oficiais, evitar desinformação e confiar nas ações coordenadas das autoridades de saúde, que seguem monitorando a situação de perto.

Copyright © 2020 | Fofochicanco.com