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Abandono afetivo: famosas revelam impactos da ausência paterna

Abandono afetivo famosas revelam impactos da ausencia paterna

A discussão sobre abandono afetivo ganhou destaque após Narcisa Tamborindeguy relatar, no programa “De Frente com Blogueirinha”, episódios de ausência paterna vividos pela filha com Boninho. O desabafo trouxe à tona relatos similares de outras celebridades, segundo o O Globo.

Luana Piovani contou que cresceu com distância emocional do pai, influenciando a forma como construiu vínculos ao longo da vida. Zezé Motta já havia comentado sobre a falta da figura paterna na infância, e Andressa Urach relatou o impacto da ausência afetiva na autoestima e nas escolhas pessoais.

Especialista explica consequências e responsabilidades

Para a advogada criminal e especialista em direito da mulher Jéssica Nascimento, “o abandono afetivo não é apenas ausência física, é uma falha na responsabilidade de cuidar. Isso deixa cicatrizes que atravessam a vida inteira”. Ela observa que a sociedade tende a cobrar a presença materna, enquanto o não envolvimento paterno recebe uma condescendência histórica: “A responsabilização materna é cobrada desde o primeiro minuto, enquanto o não envolvimento paterno ainda recebe uma condescendência histórica”.

Embora o afeto não seja juridicamente exigível, a negligência pode gerar consequências legais quando há danos comprovados. “Ninguém é obrigado a amar, mas todos têm o dever de exercer cuidado, presença mínima e suporte emocional. Quando isso é negado, estamos diante de um tipo de violência psicológica”, afirma a advogada.

Jéssica ressalta que o impacto do abandono afeta também a mãe, que frequentemente precisa suprir três vezes mais e enfrenta julgamentos sociais injustos. “É importante entender que o abandono afetivo não afeta só a criança, ele recai sobre a mãe, que precisa suprir três vezes mais e, muitas vezes, ainda enfrenta julgamentos sociais quando a responsabilidade deveria ser dividida”. A situação se agrava quando há dificuldades financeiras, criando um ciclo de vulnerabilidade que poderia ser prevenido.

Ao compartilhar suas experiências, celebridades como Narcisa, Piovani, Zezé e Urach ajudam outras mulheres a reconhecerem sua própria realidade. “Quando mulheres conhecidas falam sobre isso, abrem espaço para que outras entendam que não estão vivendo algo isolado. O abandono afetivo é um fenômeno comum, mas não deve ser normalizado”, destaca Jéssica.

A advogada finaliza enfatizando que é necessário avançar para políticas públicas: “A solução não está em silenciar o tema. Está em educar, responsabilizar e criar instrumentos que impeçam que essa história se repita. Cada criança merece presença, cuidado e vínculo. Isso não é luxo, é direito”.

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