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Amado Batista é condenado por morte de menino, mas família contesta divisão de culpa na Justiça
A disputa judicial envolvendo Amado Batista e a família de um menino de três anos que morreu afogado na piscina da propriedade do cantor ganhou um novo capítulo. Tatiane Francisca e Jorlan Barbosa, pais da criança, entraram com recurso de apelação após a decisão que condenou o artista sertanejo pela tragédia ocorrida no imóvel.
Na sentença publicada em 15 de junho, o magistrado reconheceu que houve negligência por parte de Amado Batista devido à ausência de proteção adequada na área da piscina. O cantor foi condenado ao pagamento de R$ 453 mil por danos morais ao casal, além de uma pensão mensal proporcional ao salário-mínimo, calculada a partir da data em que o menino completaria 14 anos até a expectativa média de vida definida pelo IBGE.
Pais contestam divisão de responsabilidade no caso
Apesar da condenação, a decisão judicial também apontou culpa concorrente na morte da criança, atribuindo 70% da responsabilidade ao cantor e 30% aos pais, sob o argumento de que o menino teria ficado temporariamente sem supervisão. A nova medida apresentada pela defesa de Tatiane e Jorlan busca reverter esse entendimento.
Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, o casal afirma que a responsabilidade pela tragédia deve ser exclusivamente de Amado Batista. Os pais alegam que o cantor assumiu o compromisso de oferecer uma moradia segura ao contratá-los para viver na propriedade com os filhos.
Defesa afirma que mãe estava trabalhando no momento do acidente
Na apelação, os representantes legais dos pais sustentam que Tatiane estava trabalhando na cozinha da fazenda quando o acidente aconteceu e que se afastou apenas por alguns minutos para ir ao banheiro. A defesa argumenta que não havia uma estrutura oferecida pelo proprietário para auxiliar os funcionários no cuidado com as crianças durante o expediente.
Os pais afirmam ainda que a morte do menino não ocorreu por uma falha de supervisão materna, mas pelas condições de trabalho estabelecidas na propriedade. O recurso agora será analisado pela Justiça, que deverá decidir se mantém ou altera a divisão de responsabilidades determinada na sentença inicial.