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Âncora do SBT teve nome envolvido em golpe do PIX e vítima tinha até medo de ser morta
O caso do suposto golpe do PIX envolvendo o jornalista Marcelo Castro, apresentador do programa Alô Juca, da TV Aratu, afiliada do SBT, ganhou novos desdobramentos após a Justiça retirar o sigilo do processo nesta semana. A decisão do juiz Waldir Viana Ribeiro, da Vara de Organizações Criminosas de Salvador, tornou públicos depoimentos e detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil da Bahia sobre um esquema de desvio de doações feitas por telespectadores.
Segundo o delegado Charles Leão, responsável pelo inquérito, uma das vítimas afirmou ter sentido medo durante o período em que as campanhas eram realizadas. Em depoimento, a pessoa relatou receio de sofrer represálias e até de ser assassinada. De acordo com a investigação, algumas vítimas interpretavam a presença de homens armados próximos ao jornalista como uma forma de intimidação. O delegado declarou que houve relatos concretos de temor por parte das pessoas envolvidas no caso.
Caso de golpe do PIX
Além de Marcelo Castro, o editor Jamerson Oliveira também responde ao processo. A Polícia Civil aponta que ele teria papel central no funcionamento do suposto esquema, sendo responsável por selecionar quais campanhas seriam exibidas e quais chaves PIX apareceriam na televisão. O produtor Lucas Costa Santos também foi citado nas investigações como alguém que auxiliaria na escolha das famílias em situação de vulnerabilidade e no recrutamento de pessoas que emprestariam contas bancárias para receber os valores arrecadados.
A acusação sustenta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 543 mil em doações ao longo de um ano e cinco meses. Segundo os investigadores, aproximadamente R$ 407 mil desse valor não chegaram às famílias beneficiadas. Ainda conforme a apuração policial, Marcelo Castro seria o responsável por apresentar os casos na televisão e incentivar os telespectadores a contribuírem financeiramente durante as reportagens exibidas no programa.
Defesa de acusado
Por outro lado, as defesas dos acusados negam irregularidades e tentam desvincular a imagem dos jornalistas de qualquer enriquecimento ilícito ou ostentação financeira. Os advogados argumentam que não existem provas definitivas de que os profissionais tenham se beneficiado pessoalmente do dinheiro arrecadado. O julgamento continua nesta quinta-feira, quando os réus devem ser interrogados oficialmente pela Justiça. Até o momento, todos seguem respondendo ao processo em liberdade, enquanto o caso continua sendo analisado pelas autoridades.