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Anos de tratamento, cirurgias e câncer cerebral: relembre a luta de Oscar Schmidt antes de seu falecimento

Anos de tratamento cirurgias e cancer cerebral relembre a luta

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos de idade. O ex-atleta foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, localizado na cidade de Santana de Parnaíba, no estado de São Paulo, após apresentar um quadro de mal-estar. A causa exata do falecimento não foi divulgada oficialmente pela equipe médica ou pelos familiares até o momento.

Apesar da ausência de um laudo definitivo sobre o ocorrido nesta sexta-feira, o ídolo esportivo possuía um histórico médico complexo que se estendia por mais de uma década. O ex-jogador conviveu durante 15 anos com as consequências de um tumor cerebral, condição que exigiu acompanhamento contínuo de especialistas em oncologia ao longo de toda a sua trajetória recente.

Histórico do câncer no cérebro de Oscar Schmidt

O primeiro diagnóstico oncológico ocorreu no ano de 2011, quando exames apontaram a presença de um glioma de grau dois na região frontal esquerda do cérebro. Naquela ocasião, o paciente foi submetido a um procedimento cirúrgico para a remoção da massa tumoral. Dois anos depois, em 2013, a equipe médica identificou a progressão da doença para o grau três, o que demandou uma nova intervenção cirúrgica, seguida por sessões de radioterapia e o início de um protocolo de quimioterapia para conter o avanço celular anormal.

O tratamento quimioterápico foi mantido por vários anos, até que, em 2022, o ex-atleta declarou publicamente que havia suspendido as sessões. Durante uma entrevista concedida naquele ano, ele explicou a decisão de interromper a medicação, afirmando que se considerava curado. Eu fiz quimioterapia, que eu parei esse ano. Eu mesmo decidi parar. O doutor falou, há três anos, que estava pensando em parar com a quimioterapia. […] Aí, continuamos mais dois anos e meio e eu parei no começo desse ano porque, se ele falou dois anos e meio atrás, significa que eu estou curado”, disse na época.

Sintomas de tumores cerebrais segundo o INCA

Os tumores no sistema nervoso central, como o enfrentado pelo ex-jogador, representam entre 1,4% e 1,8% dos casos de tumores malignos no mundo, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A formação dessas massas ocorre pelo crescimento descontrolado de células anormais no cérebro ou na medula espinhal. A detecção precoce é a principal forma de aumentar as chances de controle da doença, sendo recomendada a investigação médica imediata diante de sinais como dores de cabeça persistentes, perda de funções neurológicas, convulsões, visão turva e alterações de comportamento.

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