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Aos 63 anos, Fátima Bernardes fala o que nunca fez: ‘sou meio certinha mesmo…’
Fátima Bernardes revela que ansiedade influenciou decisões na carreira e explica por que nunca ficou bêbada
Fátima Bernardes abriu o jogo sobre a relação que mantém com a ansiedade e contou como o transtorno influenciou momentos importantes de sua vida pessoal e profissional. Em participação no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, comandado pela jornalista Maria Fortuna, a apresentadora revelou que nunca ficou bêbada por receio de perder o controle das situações. Ela também relembrou o período em que precisou recorrer à terapia e ao uso de medicação enquanto enfrentava mudanças na carreira.
Segundo a jornalista, a preocupação em manter o controle sempre esteve presente em sua rotina e acabou influenciando até mesmo a forma como encara o consumo de bebidas alcoólicas. Fátima explicou que prefere evitar qualquer situação que possa deixá-la vulnerável ou sem domínio sobre as próprias ações. “Nunca fiquei bêbada. Tem a ver com ansiedade. Detesto coisas das quais não tenho controle e não posso resolver. A bebida tem isso. O que vem quando perco o controle? Não estou disposta a saber. Sou meio certinha mesmo”, disse.
Fátima fala sobre crise de ansiedade
Durante a conversa, a apresentadora também revelou que viveu um período delicado quando começou a amadurecer a ideia de deixar a bancada do Jornal Nacional para investir em novos projetos dentro da Globo. A decisão aumentou significativamente seu nível de ansiedade e fez com que buscasse ajuda profissional.
Fátima ainda recordou que sua primeira crise de ansiedade aconteceu durante uma viagem de avião, quando viajava sem os filhos pela primeira vez. A experiência acabou desencadeando um período de medo de voar, situação que perdurou por cerca de dois anos. Apesar disso, ela contou que conseguiu superar parte do problema, embora ainda considere a decolagem um momento desconfortável.
Fátima afirma que apresentadores e jornalistas podem mostrar emoção
Ao falar sobre a mudança de rumo na carreira, a jornalista explicou que o desejo de experimentar novos desafios já existia antes mesmo do agravamento da ansiedade. Segundo ela, permanecer por muitos anos na mesma função começou a provocar inquietação. Fátima também destacou que considera natural a demonstração de emoções por jornalistas e apresentadores em determinadas situações, afirmando que não vê problema em profissionais expressarem seus sentimentos diante de acontecimentos marcantes.