Famosos
Apuração da morte da ‘Barbie Humana’ poderá ser arquivada após solicitação do MPSP
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou formalmente o arquivamento do inquérito que investigava as circunstâncias da morte da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez. A decisão da Promotoria baseia-se em novos laudos periciais que descartaram a ocorrência de qualquer prática criminosa contra a jovem de 31 anos.
Os exames complementares realizados pela Polícia Técnico-Científica confirmaram que o óbito foi causado de forma acidental por intoxicação decorrente do consumo de substâncias entorpecentes. Diante dos resultados, o órgão concluiu que inexistem elementos mínimos para sustentar as teses de homicídio, lesão corporal ou omissão de socorro.
A solicitação de encerramento do caso, enviada no dia 28 de junho de 2026, aguarda agora a análise final do Poder Judiciário. Caso o magistrado discorde do arquivamento, o processo será encaminhado para uma revisão interna na Procuradoria-Geral de Justiça.
Investigação da morte de Bárbara Jankavski
O corpo da influenciadora foi localizado pela Polícia Militar no dia 2 de novembro de 2025 em uma residência na Zona Oeste da capital paulista. Bárbara estava no imóvel pertencente ao defensor público Renato de Vitto, no bairro da Lapa, onde também se encontravam outros dois amigos do proprietário.
Antes do ocorrido, o grupo consumiu cocaína e bebidas alcoólicas, momento em que a jovem adormeceu e não apresentou mais sinais vitais. O Samu foi acionado pelo próprio dono da residência, comparecendo ao local com uma ambulância que constatou o falecimento.
Conclusões dos laudos periciais e desdobramentos
A apuração policial também examinou uma lesão encontrada no olho da vítima e vestígios identificados em seu corpo. Os peritos constataram, após a exumação do corpo, que o ferimento ocular decorreu de uma queda e descartaram sinais de asfixia ou violência física.
O defensor público chegou a ser formalmente investigado e solicitou o afastamento de suas funções institucionais por motivos médicos devido ao estresse traumático. A defesa da família da influenciadora sustentava a hipótese de omissão de socorro, que acabou refutada pelas conclusões técnicas apresentadas pelo Ministério Público.