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Cleo Pires revela segredo sobre infância e fala sobre dor de ser ela mesma: ‘O resto é problema…’
As falas recentes de Cleo Pires a respeito de seu percurso na terapia reacenderam debates sobre a busca pela identidade, o autoconhecimento e as dificuldades que marcam a vivência feminina. Em uma entrevista, a atriz detalhou como a psicoterapia foi um alicerce para que ela pudesse decifrar seus sentimentos e alcançar uma faceta mais genuína de sua personalidade.
Conforme a artista, o ingresso no tratamento ocorreu precocemente, ainda na adolescência, movido pela percepção de que existiam dilemas emocionais que ultrapassavam sua capacidade de resolução individual, pois ela sentia que inquietações enraizadas desde a infância moldavam sua visão da realidade. Sobre isso, ela declarou: “Comecei a fazer terapia porque, desde criança, tinha coisas que me acompanhavam, nos meus sentimentos, na minha forma de ver o mundo. E eu sentia que não conseguia acessar essas coisas, não conseguia elaborá-las”.
Dor da autenticidade
No decorrer da entrevista, Cleo ponderou ainda sobre o desgaste emocional que surge ao optar por uma vida fiel à própria essência, salientando que o processo envolve um sofrimento inescapável, tanto ao se posicionar como realmente é quanto ao lidar com o peso das exigências alheias.
A atriz encerrou suas considerações enfatizando uma dualidade inevitável: “Não tem como não haver dor. Ou você tem a dor de ser você mesma – porque as pessoas vão querer que você seja outra coisa -, ou você tem a dor de ser outra coisa. Eu escolho a dor de ser eu. O resto é problema das outras pessoas”.
Reflexões sobre mulheres
As reflexões apresentadas por Cleo funcionam como um convite a uma investigação mais profunda acerca das estratégias emocionais que as mulheres constroem para lidar com suas trajetórias e expectativas externas ao longo dos anos.