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Deolane Bezerra tem cela reformada às pressas em presídio, e Sindicato dos Policiais Penais expõe privilégios
O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra teria recebido privilégios durante as cerca de 14 horas em que esteve presa na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital, entre quinta e sexta-feira, antes de sua transferência para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior.
Na queixa enviada à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a entidade aponta que Deolane teve acesso a vantagens indisponíveis para as outras presas, como uma cela individual, refeições especiais, chuveiro elétrico exclusivo e cama equipada com lençóis e travesseiro próprios. A denúncia menciona inclusive que o espaço passou por reformas estruturais específicas para acomodar a influenciadora.
Detalhes da prisão de Deolane
A influenciadora chegou à unidade da capital às 15h20 e saiu às 5h20 do dia seguinte em direção a Tupi Paulista, município no interior do estado situado a aproximadamente 670 quilômetros de distância. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que investiga uma suposta rede de lavagem de dinheiro associada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Questionada pelo portal LeoDias, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) esclareceu que a custódia de Deolane ocorreu na condição de advogada, atendendo a uma ordem judicial, e ressaltou que sua conduta se restringiu ao cumprimento rigoroso da lei e das determinações da Justiça.
OAB se manifestou
Embora a direção da Penitenciária Feminina de Santana não tenha se manifestado até o fechamento da reportagem, a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) explicou ao g1 que a legislação assegura aos profissionais do Direito com prisão preventiva decretada o direito de permanecerem em sala de Estado-Maior ou em um espaço equivalente isolado dos demais detentos.