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‘Ele escolhia a roupa dela’

Ela estava grávida de 8 meses, a bebê ia se chamar Rebeca.

O indivíduo acusado do homicídio da enfermeira Íris Rocha, de 30 anos, que estava grávida de 8 meses, em Alfredo Chaves, na Região Serrana do estado do Espírito Santo, foi detido na tarde desta quinta-feira (18).

Cleilton Santana dos Santos, 27 anos, é identificado como o ex-namorado da vítima. A Polícia Civil do Espírito Santo oficializou essa informação, esclarecendo que Íris foi vítima de disparos de arma de fogo.

Familiares e amigas de Íris deram detalhes de como era o relacionamento da enfermeira e Cleilton, que de acordo com relatos era possessivo e fazia da vida dela um verdadeiro inferno.

Cleilton foi encaminhado para o DEHPP, situado na cidade de Vitória, a capital do estado do Espírito Santo, onde está sendo interrogado nesta tarde de quinta-feira.

Agentes da polícia civil conduziram investigações na residência do suspeito, também no decorrer deste dia. De acordo com as informações fornecidas pela polícia, o veículo de Cleiton foi rebocado e será submetido a uma perícia.

A investigação tem como objetivo determinar se o carro dele foi utilizado para transportar a vítima até o município de Alfredo Chaves, onde o corpo foi encontrado.

A partir de 8 de abril de 2023, data em que iniciou seu relacionamento com Cleilton, a enfermeira experimentou uma transformação notável em sua personalidade. Reconhecida por sua jovialidade e carinho, ela tornou-se mais reservada, introspectiva e até mesmo alterou seu estilo de vestir.

Quem conviveu com Íris neste período destacou que a abrupta mudança de comportamento foi resultado do relacionamento tóxico imposto por Cleilton. Relatos de amigas indicam que ele passou a residir na residência dela, localizada em Jacaraípe, na Serra, exercendo controle sobre diversos aspectos de sua vida.

Dentre as imposições, ele determinava quais peças de roupa ela podia vestir, supervisionava os horários de ida e volta do trabalho, monitorava suas interações sociais, verificava mensagens e chamadas em seu celular, e até mesmo lavava as roupas dela para detectar qualquer “cheiro suspeito”.

“Ela se reservou muito porque ele controlava ela. Ele controlava ela em tudo. Até a roupa… A coisa mais impressionante é que ele lavava a roupa dela porque ele tinha que sentir o cheiro, se tinha cheiro de gente. Isso é o que ela me relatou”, contou chorando uma das melhores amigas de Íris.

Para uma amiga Íris teria confidenciado que que sofria com agressões psicológicas, que ele a sufocava, a levava no local de trabalho, na faculdade, inclusive na hora do almoço. Ele a vigiava de perto para que ela não estivesse com ninguém.

Em outubro do ano passado, Íris formalizou um incidente de violência doméstica contra Cleilton, alegando ter sido vítima de um estrangulamento por parte dele. Na denúncia, solicitou a imposição de uma medida protetiva.

Conforme relatado por familiares e amigas, a partir desse episódio, os dois não mantiveram mais um relacionamento. Contudo, alguns tinham conhecimento de encontros ocasionais devido à gravidez de Íris, resultante da relação anterior do casal. A bebê, que receberia o nome de Rebeca, estava a caminho.

Enfermeira grávida assassinada mudou a forma de se vestir por causa do namorado from Folha Vitória on Vimeo.

Íris e Cleilton conheceram-se em uma igreja evangélica, quando começaram a se relacionar a enfermeira de afastou dos amigos e familiares.

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