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Escorpiões e pratos usados para necessidades fisiológicas: rotina de Deolane na prisão
Escorpiões, crises de pânico e dificuldades para se alimentar. Esses são alguns dos problemas que, segundo a família de Deolane Bezerra, fazem parte da rotina da influenciadora na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Presa preventivamente há cerca de três semanas, a advogada voltou a ter seu estado de saúde colocado em pauta após novos relatos sobre as condições enfrentadas dentro da unidade. As informações chamaram atenção pela gravidade dos episódios descritos.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (10/6) ao jornalista Lucas Pasin, colunista do Metrópoles, Daniele Bezerra revelou detalhes do dia a dia da irmã atrás das grades. Segundo ela, o quadro emocional de Deolane se agravou nas últimas semanas, a ponto de exigir atendimento médico dentro da própria unidade. A empresária também teria passado a enfrentar um medo constante durante as noites. Um dos motivos seria a presença de escorpiões no local.
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“Ela já foi socorrida duas vezes pela unidade. A pressão chegou a 9 por 6, e a enfermeira aplicou soro. Deolane tem crise de pânico e não consegue ficar na cela sozinha à noite. Isso piorou depois que, em somente um dia, ela matou quatro escorpiões. Há uma infestação no local”, diz Daniele.
Além do receio provocado pelos animais peçonhentos, a alimentação se tornou outro desafio. De acordo com a irmã da influenciadora, Deolane tem evitado consumir as refeições servidas na prisão por não confiar nas condições de higiene dos utensílios utilizados pelas detentas. O relato inclui uma denúncia sobre a forma como os pratos seriam manuseados dentro da unidade. A situação, segundo ela, contribuiu para que a empresária reduzisse ainda mais a ingestão de alimentos.
“Ela não consegue comer a comida porque os pratos são sujos. Muitos desses ficam trancados em celas e as presas os utilizam para urinar e defecar. Depois esses mesmos pratos são introduzidos na cozinha. Não são lavados corretamente, e voltam com a comida para as detentas”, afirmou. Daniele também contou que acompanha diariamente a evolução do quadro da irmã e aguarda o julgamento de um novo pedido de habeas corpus.



