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‘Eu falo o que eu quero’: após vexame da seleção brasileira, vídeo mostra Neto rasgando o verbo
O apresentador Craque Neto teceu duras críticas à gestão da Confederação Brasileira de Futebol durante o programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (6). A manifestação ocorreu exatamente um dia após a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
De acordo com o ex-jogador, o futebol nacional enfrenta uma crise profunda que é de responsabilidade direta da entidade máxima do esporte no país. O comentarista relembrou o histórico de escândalos envolvendo ex-presidentes da confederação, como Ricardo Teixeira, Rogério Caboclo, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.
Neto também revelou que suas opiniões contundentes já motivaram tentativas externas de pressão para que ele fosse demitido da emissora onde trabalha. “Ricardo Teixeira, se sair do país tá preso. Rogério Caboclo foi destituído do cargo por acusação, e eu falo, eu sou um dos únicos caras que fala isso na Band, na Band inteira. Eu falo o que eu quero, a hora que eu quero e quando eu quiser”, disparou.
Críticas à instabilidade administrativa da entidade
A instabilidade no comando da confederação nos últimos anos foi outro ponto central abordado no programa de rádio pelo comunicador. Ele mencionou especificamente o caso recente de Ednaldo Rodrigues, que chegou a ser destituído e retornou ao cargo após uma decisão do ministro Gilmar Mendes.
Para o apresentador, as constantes mudanças na liderança e a falta de organização prejudicam diretamente o planejamento da equipe em torneios internacionais. Essa desorganização administrativa culminou em um cenário de incertezas que afetou o ambiente da Seleção Brasileira antes mesmo do início das partidas decisivas.
Problemas estruturais e o jejum do futebol brasileiro
O comentarista enfatizou que o declínio técnico da equipe nacional e o jejum de títulos mundiais não devem ser atribuídos aos atacantes ou à falta de atletas talentosos. Na sua visão, os problemas estruturais na administração do futebol brasileiro persistem há mais de duas décadas e comprometem o rendimento técnico.
Como exemplo da falta de foco na preparação esportiva, Neto relembrou situações de Copas anteriores em que atletas receberam folgas excessivas e frequentaram boates em vez de treinar. A análise aponta que as falhas de planejamento logístico e a conduta nos períodos de concentração refletem a falta de comando da diretoria.