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Ex-BBB Laís Caldas revela que sua filha tem condição rara e explica motivo

Ex BBB Lais Caldas revela que sua filha tem condicao rara

A médica e ex-BBB Laís Caldas revelou nas redes sociais que sua filha, Alice, de apenas dois meses, nasceu com uma condição rara chamada lóbulo bífido. A malformação congênita é caracterizada por uma fenda ou divisão no lóbulo da orelha e pode ser percebida desde os primeiros dias de vida. A condição chamou a atenção após a influenciadora compartilhar detalhes sobre a característica da bebê.

Por conta da alteração anatômica, Alice ainda não pode usar brincos. Diante da situação, Laís e o marido, o também ex-BBB Gustavo Marsengo, decidiram esperar a filha crescer antes de realizar um procedimento de cirurgia plástica para corrigir a região. A intervenção, porém, não é considerada uma necessidade médica, já que a condição não interfere na capacidade auditiva.

O que é o lóbulo bífido?

O lóbulo bífido é uma malformação congênita que se desenvolve ainda durante a gestação, geralmente entre a quinta e a nona semana de gravidez. Apesar de estar presente desde o nascimento, a alteração é considerada principalmente anatômica e estética. “Sobretudo é uma questão anatômica e estética e não compromete a audição”, explicou o cirurgião plástico Marcelo Rudy, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS).

Considerada rara, a condição apresenta estimativas de aproximadamente um caso a cada 15 mil nascidos vivos. Segundo as informações apresentadas pelo especialista, o lóbulo bífido costuma ocorrer de maneira esporádica, sem que sejam identificados fatores genéticos determinantes. Por não comprometer a audição ou representar, em geral, um risco à saúde, a correção pode ser planejada conforme as necessidades e decisões da família.

Como funciona a correção?

A cirurgia para corrigir o lóbulo bífido consiste na reconstrução da região dividida, com remodelação dos tecidos para recuperar um formato considerado natural para a orelha. Embora seja um procedimento de pequeno porte, a intervenção exige planejamento e precisão técnica para alcançar o resultado desejado.

A correção pode ser realizada a partir dos cinco anos, quando a criança já consegue compreender melhor os cuidados necessários durante a recuperação. Entretanto, como a alteração é essencialmente estética, não existe urgência para realizar a cirurgia. Dessa forma, a família pode optar por esperar até a adolescência ou até a vida adulta, levando em consideração a preferência da própria pessoa.

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