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Fim da disputa: Padre que ofendeu Preta Gil cede à família e aceita punição na Justiça

Fim da disputa Padre que ofendeu Preta Gil cede a

A disputa judicial entre a família da cantora Preta Gil e o padre Danilo César chegou ao fim nesta semana após a formalização de um acordo. O religioso, que atua na Paraíba, era alvo de um processo por danos morais movido pelo compositor Gilberto Gil e outros familiares da artista. A ação foi motivada por declarações feitas pelo sacerdote em julho do ano passado, pouco tempo depois que a cantora faleceu em decorrência de um câncer colorretal.

Durante uma celebração, o sacerdote proferiu comentários que associavam a fé da artista em religiões de matriz afro-indígena ao sofrimento. Na ocasião, ele questionou as crenças da família com a seguinte declaração: “Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”. Além disso, o líder religioso classificou as práticas como coisas ocultas e proferiu ofensas aos adeptos dessas religiões.

Acordo judicial entre Gilberto Gil e padre Danilo César

Após a repercussão das falas, o Ministério Público Federal interveio no caso, resultando em um primeiro acordo com o órgão. No final de 2025, a Polícia Civil da Paraíba chegou a concluir um inquérito sem indiciar o sacerdote, sob a justificativa de que a conduta não se enquadrava na tipificação penal vigente. No entanto, a família da artista decidiu prosseguir com uma ação civil indenizatória, exigindo uma reparação financeira estipulada em R$ 370 mil.

A equipe jurídica de Gilberto Gil, liderada pelo advogado Fredie Didier, argumentou no processo que os pedidos de desculpas anteriores do sacerdote não demonstravam um reconhecimento real da responsabilidade. Segundo a defesa, o líder católico havia se limitado a reafirmar suas próprias convicções religiosas, sem admitir o impacto de suas palavras contra as crenças de matriz africana e contra a memória da artista que faleceu.

Padre que ofendeu Preta Gil doará cestas básicas

Com a nova conciliação firmada entre as partes, o processo por danos morais foi encerrado. No documento homologado, o sacerdote reconhece formalmente que cometeu atos de intolerância religiosa contra a família. Como parte das medidas compensatórias estabelecidas no acordo, ele assumiu o compromisso de fornecer cestas básicas, que serão destinadas a instituições de caridade, finalizando o litígio sem a necessidade de pagamento da indenização inicialmente solicitada.

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