Famosos
Glória Perez voltou a sorrir após morte de Guilherme de Pádua
O ator Raul Gazolla falou sobre um momento raro de leveza vivido por Glória Perez, mãe da atriz Daniella Perez, brutalmente assassinada em dezembro de 1992. Em entrevista ao canal da revista Veja, Gazolla afirmou que Glória voltou a sorrir após a morte de Guilherme de Pádua, condenado pelo crime e falecido aos 53 anos, em novembro de 2022, após sofrer um infarto.
Gazolla, que era casado com Daniella na época do assassinato, destacou que a morte de Pádua trouxe um sentimento de alívio, mesmo que tardio. “Depois de 32 anos, eu vi a Gloria sorrir”, disse ele, ao comentar a reação da autora de novelas diante da notícia. O ator também não escondeu o que sentiu ao saber da morte do ex-ator. “Eu agradeci a Deus no dia da morte dele. O mundo respira melhor hoje”, afirmou Gazolla.


Crime brutal e mudanças na lei brasileira
Daniella Perez foi assassinada com 18 golpes de punhal pelo colega de elenco Guilherme de Pádua e por Paula Thomaz, que era esposa de Pádua na época. O caso chocou o Brasil tanto pela brutalidade quanto pelo fato de os assassinos serem conhecidos da vítima. Ambos foram condenados por homicídio qualificado, mas Pádua permaneceu preso por apenas seis anos.
A tragédia motivou Glória Perez a iniciar um movimento popular que pressionou por mudanças na legislação penal. A autora reuniu mais de um milhão de assinaturas para incluir o homicídio qualificado no rol de crimes hediondos, iniciativa que resultou em uma alteração histórica na lei brasileira.
Em 2022, o caso voltou a ser amplamente discutido com o lançamento do documentário Pacto Brutal, da HBO Max, que detalha o assassinato de Daniella Perez por meio de relatos de familiares e amigos próximos. Gazolla comentou que a repercussão do documentário teria afetado emocionalmente Guilherme de Pádua.
“Ele ficou com muita raiva, principalmente por ter sido descoberto, na igreja onde ele era pastor, como assassino. E os fiéis o questionaram. E em um desses ataques de raiva ele teve um infarto e morreu”, declarou Gazolla, associando o episódio à pressão que Pádua teria sofrido após a exposição no documentário.