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Jogador do São Paulo é preso após matar idoso de 84 anos
O lateral Nicolas Bosshardt, de 19 anos, jogador das categorias de base do São Paulo, foi preso após se envolver em um acidente que resultou na morte de um idoso de 84 anos na noite da última segunda-feira (3), em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil com investigação sobre possível participação em corrida ilegal, conhecida como “racha”.
A vítima, identificada como Paulo Rodrigues, foi atropelada ao atravessar a Alameda Rio Negro, nas proximidades do Shopping Iguatemi Alphaville. De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o veículo conduzido pelo atleta trafegava em alta velocidade e que outro automóvel também estaria envolvido na situação momentos antes do atropelamento.
Mais sobre o caso envolvendo o jogador do São Paulo
O Corpo de Bombeiros prestou socorro ao idoso, que foi encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. O carro de Nicolas e seu telefone celular foram apreendidos para perícia, enquanto a Polícia Civil segue reunindo provas para esclarecer a dinâmica do acidente. Em depoimento, Nicolas Bosshardt negou participação em um “racha” e afirmou que havia saído de um jantar com os jogadores Ryan Francisco e Igor Teixeira Felisberto, que também prestaram esclarecimentos e negaram qualquer disputa entre veículos.
O lateral declarou ainda que não havia consumido bebida alcoólica e informou possuir um aplicativo que registra a velocidade do carro, o qual, segundo ele, apontava cerca de 50 km/h no momento da colisão. Apesar disso, as autoridades continuam investigando se houve corrida ilegal antes do acidente.
Liberdade provisória após prisão
Após passar por audiência de custódia na última terça-feira (4), o atleta teve a prisão substituída por liberdade provisória, conforme decisão da Justiça. Nicolas deverá cumprir uma série de medidas cautelares, como comparecer mensalmente em juízo, manter o endereço atualizado e não deixar a cidade onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial. Além disso, a Justiça determinou a suspensão do seu direito de dirigir, ou a proibição de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), até nova decisão. O caso permanece sob investigação.