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Jornalista abandona estúdio ao vivo e detona apresentador: ‘Você não vai me humilhar’
Um incidente inesperado na emissora pública espanhola TVE gerou repercussão global durante a exibição do programa Malas Lenguas Noche, na última sexta-feira (11). Enquanto debatiam questões políticas, a jornalista Marta Gómez Montero interrompeu o fluxo do programa para confrontar o apresentador Jesús Cintora.
Ao negar dar continuidade ao diálogo, a comunicadora denunciou episódios frequentes de assédio no ambiente profissional, declarando: “Não vou responder, Jesús. Você não vai me humilhar de novo. Me sinto absolutamente humilhada”. O episódio pegou de surpresa tanto a equipe de produção quanto a audiência que acompanhava a transmissão.
Jornalista abandona programa ao vivo
Visivelmente abalada, Marta revelou que suportava o comportamento do colega por razões de ordem financeira e familiar, justificando sua permanência na atração pelo fato de precisar: “Pagar as contas e sustentar meus filhos”. A jornalista ainda recorreu a uma alusão literária ao livro Ninguém escreve ao coronel, de Gabriel García Márquez, para sintetizar seu descontentamento e o limite de sua paciência, dizendo: “Bem, eu, Cintora, prefiro comer merda”. Logo em seguida, ela removeu o microfone e retirou-se do estúdio.
Jesús Cintora, após o ocorrido, tentou reagir à saída abrupta da colega, afirmando aos espectadores: “Ela decidiu sair. Ninguém está sendo humilhado aqui”. Posteriormente, o apresentador utilizou as redes sociais para se desculpar pela experiência desagradável, reiterando que a porta permanecia aberta para o retorno da jornalista ao programa.
Emissora se manifesta e jornalista retorna
O amplo alcance do caso forçou um posicionamento formal da cúpula da RTVE. Durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Controle, o presidente da estatal, José Pablo López, assegurou que Marta Gómez Montero retornará ao elenco do programa Malas Lenguas Noche. Esse desfecho, concretizado pouco tempo depois do desabafo ao vivo, ganhou destaque na mídia espanhola e manteve o incidente como um dos temas de maior debate público no país.