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Jovem de 25 anos revela o que ouviu de Cassia Kis em banheiro do Rio: ‘Ela foi bem asquerosa’
Ao romper o silêncio sobre o ataque transfóbico que sofreu de Cassia Kis, a atriz Roberta Santana detalhou o ocorrido na última sexta-feira (24/4), em um shopping no Rio de Janeiro. A jovem de 25 anos, que atua como auxiliar de restaurante, relatou à colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, que levará o episódio às autoridades policiais e judiciais.
Roberta explicou que, ao chegar para trabalhar, ignorou os primeiros comentários hostis, mas a situação escalou quando saiu da cabine e percebeu que a veterana reclamava com uma funcionária do local. Segundo o relato, ao questionar se as críticas eram direcionadas a ela, a atriz começou a se alterar.
Relato de confronto
Ela relatou que, ao ouvir as ofensas, preferiu ignorar momentaneamente e entrou na cabine, mas ao sair, encontrou a outra mulher reclamando com uma funcionária que já era sua conhecida. Ao questionar se as críticas eram direcionadas a ela, a situação escalou e a interlocutora passou a agir de forma alterada.
Na sequência, Roberta detalhou o embate em que confrontou o posicionamento de Cassia Kis sobre a utilização de espaços femininos por pessoas trans. Diante da afirmação de que o país estaria em declínio por permitir a presença de homens em banheiros de mulheres, ela reagiu afirmando sua identidade como travesti e exigindo o devido respeito à sua presença naquele local.
Leis devem prevalecer
Para encerrar, a funcionária do restaurante ressaltou a falta de informação da atriz a respeito de identidade de gênero e enfatizou a importância de se obedecer à legislação atual. Ela explicou que, embora tenha sido questionada se estaria admitindo ser homem, a identidade travesti pertence ao gênero feminino, classificando a postura da interlocutora como fruto da ignorância. Roberta concluiu afirmando que o respeito às leis é uma condição fundamental para a convivência em sociedade.
Adicionalmente, a pessoa vitimada detalhou a conduta problemática da profissional experiente, descrevendo-a como alguém desprezível e genuinamente má. Mesmo sem um convívio prévio, a vítima ressaltou que a malícia na fala da outra era evidente e relatou o impacto emocional do ocorrido ao declarar: “Ela foi bem asquerosa, bem ruim mesmo. Não a conheço, só tive esse contato, mas deu pra ver a maldade na fala dela. Ela me humilhou muito, foi uma situação muito constrangedora”, afirmou.