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Luana Piovani se soma a pedidos de suspensão da plataforma Discord após menina de 13 anos ser induzida a morte
Menina era vítima de constantes violências psicológicas.
Luana Piovani defendeu o bloqueio do Discord no Brasil e se juntou à primeira-dama Janja da Silva nos apelos pelo fim da plataforma no país. A manifestação ocorreu nesta sexta-feira (7/8), após a repercussão de um caso envolvendo uma menina de 13 anos que morreu durante uma transmissão ao vivo no aplicativo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a atriz questionou a permanência do serviço no Brasil diante de relatos de crimes envolvendo crianças e adolescentes. Ela também cobrou uma reação das autoridades e pediu que o assunto seja tratado com urgência.
“Parece roteiro de filme de terror. Por que não encerra esse serviço do Discord? Com certeza tem muita gente ganhando dinheiro, mas o Brasil não é um país soberano? Quantos assassinatos de bichos, crianças e adolescentes teremos que ver?”, questionou.
Piovani mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério Público Federal (MPF), o ministro Flávio Dino e a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) ao fazer um apelo por providências. Segundo a atriz, existem diversos relatos e vídeos relacionados a grupos que atuariam dentro da plataforma.
“São centenas de relatos e vídeos desses grupos. Então por que não acabar com o provedor desses grupos? Queria que alguém me respondesse. ‘Tragédia’ já perde até o sentido, porque são tantas”, afirmou.
O pedido de Luana ocorre um dia após Janja também defender publicamente o bloqueio do aplicativo. Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, na quinta-feira (6/8), a primeira-dama pediu que o Discord seja retirado do ar no Brasil.
Criado em 2015 e inicialmente popular entre jogadores, o Discord permite comunicação por texto, voz e vídeo. A plataforma também oferece servidores e canais nos quais usuários podem compartilhar arquivos, imagens e vídeos e realizar transmissões em tempo real.
As manifestações ocorrem em meio à discussão sobre a segurança de crianças e adolescentes na internet e sobre a responsabilidade das plataformas na prevenção e no combate a conteúdos criminosos.
A proposta de “bloquear” a plataforma é polêmica e esbarra em alguns obstáculos jurídicos. Ao mesmo tempo, a falta de proteção aos usuários, em especial aos menores de idade, colocam a empresa na mira da Justiça.