Reality Show
Mile Moreira rompe o silêncio, contesta reality dos EUA e nega favoritismo
Irmã de Tia Milena, do “BBB26”, abriu o jogo ao portal LeoDias. Ela não aceita a matemática que a tirou do prêmio e criticou as constantes mudanças nas regras
A polêmica envolvendo o “Immigrant Reality” ganhou ainda mais força nos últimos dias. Apontada como pivô do colapso no aplicativo de votação do programa nos Estados Unidos, Mile Moreira decidiu quebrar o silêncio. Em entrevista ao portal LeoDias, a influenciadora e irmã gêmea de Tia Milena, ex-participante do “BBB26”, rebateu as acusações feitas nas redes sociais, expôs a pressão que afirma ter sofrido nos bastidores e contestou o resultado final do reality.
Quando o sistema de votação da atração saiu do ar, a direção alegou que mais de 11 mil votos fraudulentos, atribuídos a robôs, teriam partido da torcida de Mile. A ex-participante, no entanto, negou qualquer envolvimento e afirmou que nunca houve provas concretas contra ela: “Eu assinei um contrato me responsabilizando pelas minhas atitudes dentro do programa, não pelas ações de terceiros aqui fora. Até hoje, ninguém conseguiu me dizer com certeza quem estava por trás desses supostos robôs ou provar que eles estavam agindo em meu benefício”, declarou.
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Visivelmente incomodada com a situação, Mile fez questão de destacar o engajamento orgânico dos fãs, que, segundo ela, passaram madrugadas organizando mutirões de votação. “Enquanto não existirem provas reais, eu não acho justo que essas pessoas sejam responsabilizadas. Nunca participei, autorizei ou tive qualquer envolvimento com esse tipo de prática”, garantiu a influenciadora.
Contradição e pressão nos bastidores:
A co-criadora do formato havia declarado anteriormente ao portal LeoDias que a produção jamais responsabilizou Mile pela suposta fraude. A versão apresentada pela influenciadora, porém, aponta para um clima tenso nos bastidores, com acusações diretas e cobranças da equipe do programa.
“Em determinado momento, uma pessoa ligada à produção chegou a me dizer que eu e minha torcida teríamos prejudicado o ‘negócio deles’, que era o próprio sistema de votação. Foi algo muito pesado de ouvir”, revelou. Mile também afirmou que sofreu uma tentativa de censura por parte da organização, que teria tentado impedir a comunicação dela com os apoiadores nas redes sociais.
Para a influenciadora, a produção optou por não expulsá-la devido ao forte engajamento que ela movimentava no reality. “A impressão que tive era que existia uma preocupação maior com o impacto que a minha saída poderia causar, até porque minha torcida estava extremamente presente e engajada desde o primeiro dia”, alfinetou.
Matemática questionada e regras instáveis:
A direção do reality afirmou que, mesmo com a possível validação dos votos cancelados, Mile não venceria o programa devido ao saldo geral de pontos, que consagrou Eliane Farmer como campeã. A influenciadora, no entanto, contestou os critérios utilizados pela produção e classificou a dinâmica do jogo como confusa.
“Eu não concordo com a contagem apresentada pela direção porque houve mudanças constantes de regras e critérios de avaliação. Nós vimos erros e correções acontecendo ao vivo”, criticou. Segundo ela, as alterações ao longo da competição dificultam enxergar o resultado como algo totalmente incontestável. Mile também afirmou que acabou prejudicada por movimentações coletivas dentro da casa.
Favoritismo e “A Fazenda”:
Sobre os rumores levantados por ex-participantes de que teria recebido privilégios dentro da casa ou promessas de agenciamento para integrar o elenco de “A Fazenda”, Mile negou qualquer favorecimento.
“Eu dormia nos mesmos quartos que os demais, comia a mesma comida e seguia exatamente as mesmas regras. Existe, inclusive, uma reunião gravada em que a própria direção explica que foram encontrados e-mails e votos considerados suspeitos relacionados a outros participantes também”, afirmou.
A influenciadora encerrou o assunto dizendo que nunca teve interesse em manter vínculos profissionais com pessoas ligadas ao projeto: “Eu nunca tive interesse em criar qualquer vínculo profissional com pessoas ou estruturas ligadas ao projeto. Essas alegações não correspondem à realidade que eu vivi lá dentro”, concluiu.

