Famosos
Morte de Oscar Schmidt aos 68 anos abala o esporte; última publicação com o filho emociona fãs
A comunidade esportiva foi abalada nesta sexta-feira (17) pela inesperada notícia do falecimento de Oscar Schmidt, aos 68 anos, vítima de um mal-estar súbito. A confirmação do óbito, divulgada inicialmente pelo Lance!, gerou uma onda imediata de homenagens e comoção entre admiradores, colegas de profissão e organizações esportivas, reforçando o impacto monumental do ídolo no basquete global.
Relatos iniciais indicam que o ex-jogador sentiu-se mal e foi prontamente levado ao Hospital Municipal Santa Ana, na capital paulista, para cuidados de emergência. Sua partida provocou um profundo sentimento de luto, dado que Oscar é reverenciado como uma das maiores lendas de todos os tempos na modalidade. Curiosamente, sua última interação digital ocorreu apenas um dia antes, na quinta-feira (16), quando compartilhou um vídeo nostálgico de um comercial antigo ao lado de seu filho, Felipe Schmidt.
Memórias comoventes com o pai
Na legenda da publicação, Felipe Schmidt resgatou lembranças valiosas ao compartilhar um antigo comercial gravado com o pai. Ele destacou que, naquela época, o basquete ocupava o centro de sua vida e ele dava os primeiros passos para compreender o verdadeiro significado do treinamento rigoroso. Felipe refletiu que muito do que aplica atualmente em sua rotina na corrida tem raízes naquele período, sendo fruto da convivência próxima, da disciplina aprendida e do exemplo constante que recebeu de Oscar dentro do ambiente familiar.

Carreira de Oscar Schmidt
Natural de Natal, Oscar Schmidt estabeleceu uma carreira sem paralelos durante as suas duas décadas e meia como profissional. Famoso por sua pontaria impecável e pelo controle emocional em situações de pressão, ele atingiu o posto de maior pontuador da história da modalidade ao somar 49.703 pontos, um feito que o isola em uma categoria exclusiva no cenário esportivo.
Sua soberania também se estendeu às Olimpíadas, onde detém o recorde de maior cestinha de todos os tempos com 1.093 pontos. Ao longo de cinco participações olímpicas seguidas, Oscar foi o pilar da Seleção Brasileira, protagonizando exibições memoráveis como os 55 pontos marcados contra a Espanha em Seul 1988, uma das maiores marcas individuais do torneio.
Pelo Brasil, ele liderou conquistas que transformaram o patamar do basquete nacional. O momento mais emblemático foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando comandou a vitória histórica sobre os Estados Unidos por 120 a 115, impondo aos americanos sua primeira derrota doméstica na história do evento. Ele também garantiu o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, demonstrando sua importância em diferentes épocas.
Entre 1977 e 1996, o Mão Santa registrou 7.693 pontos em 326 confrontos oficiais pela seleção, estatísticas que evidenciam sua durabilidade excepcional e seu papel como protagonista absoluto do esporte em nível mundial.