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Nego Di é denunciado mais uma vez pelo Ministério Público; saiba o motivo

Nego Di e denunciado mais uma vez pelo Ministerio Publico

O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia contra o influenciador e comediante Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, por descumprimento de medidas protetivas de urgência relacionadas a um caso de violência doméstica envolvendo sua ex-companheira, em Porto Alegre (18/12). A acusação foi encaminhada ao Poder Judiciário e aponta supostas violações reiteradas das determinações judiciais. As informações são da CNN Brasil.

Segundo o órgão, os fatos investigados teriam ocorrido em abril de 2024, quando o denunciado teria desrespeitado por três vezes as medidas estabelecidas com base na Lei Maria da Penha, que proíbem qualquer forma de contato com a vítima, incluindo manifestações por meio de redes sociais.

As publicações nas redes sociais estão no centro da acusação

De acordo com a denúncia, Nego Di teria utilizado seus perfis digitais para divulgar conteúdos que faziam menção direta à ex-companheira. Nessas publicações, o influenciador teria exposto a existência das medidas judiciais e direcionado ofensas e falas depreciativas à mulher, contrariando as determinações legais.

O Ministério Público sustenta que as condutas foram praticadas de maneira consciente e voluntária, com publicações mantidas acessíveis ao público por vários dias. Para a Promotoria, os atos configuram crime previsto na Lei Maria da Penha, em concurso material, com agravante aplicada em razão de violência doméstica e familiar baseada no gênero.

No pedido encaminhado à Justiça, a Promotoria solicitou o recebimento da denúncia, o andamento regular da ação penal, a oitiva da vítima e das testemunhas indicadas e, em caso de condenação, a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados.

O promotor de Justiça também esclareceu que os crimes de calúnia, difamação e injúria inicialmente apurados no inquérito policial são de ação penal privada. Nesses casos, a continuidade da persecução criminal depende de iniciativa da vítima, dentro dos prazos legais.

Nego Di já foi alvo de outras decisões judiciais recentes. Ele e o empresário Anderson Bonetti receberam condenação a 11 anos de prisão por estelionato no caso da loja virtual “Tadizuera”, acusada de vender produtos a preços abaixo do mercado sem realizar a entrega. Conforme a Justiça do Rio Grande do Sul, a condenação envolve crimes cometidos contra 16 vítimas em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, com apuração policial indicando que o total de pessoas lesadas pode chegar a 370.

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