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Oruam estaria muito doente e advogados pedem revogação de prisão; Justiça tomou a decisão
A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa do rapper Oruam para a revogação de sua prisão preventiva. Os advogados do artista sustentaram que ele enfrenta um quadro de saúde gravíssimo, caracterizado por tuberculose pulmonar, perda acentuada de peso e lesões crônicas nos tecidos pulmonares.
De acordo com a petição apresentada, a situação exigiria tratamento especializado e isolamento social, o que seria inviável de ser conduzido plenamente no atual cenário jurídico em que o rapper se encontra, uma vez que ele ainda é considerado foragido pelas autoridades policiais.
MP se posiciona contra o pedido
O Ministério Público posicionou-se contrariamente ao pedido, destacando que o descumprimento sistemático de medidas cautelares impostas anteriormente torna a manutenção da prisão uma medida necessária para a garantia da ordem pública e da aplicação da lei.
O órgão argumentou que o status de foragido demonstra um desrespeito direto ao Poder Judiciário, o que não poderia ser superado apenas pela alegação de problemas de saúde. Os promotores insistiram que qualquer avaliação sobre a condição clínica do acusado deve ser realizada por órgãos oficiais do Estado, e não apenas por laudos particulares.
TJ-RJ concorda com parecer do MP
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acompanhou o parecer do Ministério Público ao emitir sua decisão. Em nota oficial, o órgão explicou que os documentos apresentados pela defesa carecem de carga probatória necessária para justificar a revogação da custódia preventiva, reforçando que laudos particulares não são suficientes para afastar a necessidade de prisão.
A nota destacou que a gravidade da patologia citada demanda um rigoroso acompanhamento por juntas médicas vinculadas ao sistema prisional, garantindo que o tratamento ocorra em ambiente monitorado. O rapper, conhecido por seu envolvimento em episódios polêmicos, responde a processos por tentativa de homicídio e outros crimes.