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Patrícia Poeta teria recebido ameaças do dono do perfil Choquei, revela jornalista
Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, foi preso em uma operação da Polícia Federal sob a acusação de integrar um esquema de grande porte. Segundo as investigações, ele atuava como operador de mídia para uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e movimentações que superam R$ 1,6 bilhão.
A prisão gerou repercussões e relatos de pessoas que teriam recebido propostas financeiras para impulsionamento digital nas redes sociais da página. O ex-participante do reality A Fazenda 14, Alex Galette, revelou ter sido procurado para a divulgação de sua imagem durante o programa em 2022.
A coluna Fábia Oliveira apurou que outras figuras públicas também foram alvo de abordagens semelhantes realizadas pela equipe de Raphael Sousa Oliveira. Entre os nomes citados nas investigações, destaca-se a apresentadora Patrícia Poeta como uma das vítimas das estratégias de cobrança da página.
Proposta financeira e retaliação digital
De acordo com informações da coluna de Fábia Oliveira, a página Choquei teria cobrado o valor de R$ 50 mil da apresentadora Patrícia Poeta. O pagamento serviria para garantir postagens favoráveis, enquanto a recusa resultaria em publicações destinadas a prejudicar a imagem de sua carreira.
A apresentadora não aceitou a oferta financeira e, consequentemente, passou a ser alvo de conteúdos negativos nos perfis comandados pelo empresário preso. Tais táticas fariam parte de uma estratégia digital para ampliar o alcance de narrativas específicas conforme os interesses do grupo.
Operação de mídia e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal investiga Raphael Sousa Oliveira por sua suposta ligação com a produção de conteúdos positivos voltados a artistas envolvidos no esquema criminoso. O papel do fundador da Choquei seria o de manipular o alcance digital para favorecer ou destruir reputações conforme a conveniência financeira.
A atuação no ambiente digital estaria diretamente conectada às estratégias de movimentações ilegais da organização que é alvo das autoridades federais. O esquema envolveria cifras bilionárias e uma rede complexa de influenciadores e operadores de mídia para camuflar as atividades ilícitas investigadas.