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Putin liga para Lula: Saiba o que foi tratado entre os dois presidentes
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Na manhã deste sábado, 8 de agosto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pegou o telefone e ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O assunto principal: as negociações com os Estados Unidos sobre um possível acordo de paz com a Ucrânia, guerra que já se arrasta há três anos e que parece longe de acabar.
Segundo informou o Palácio do Planalto, Lula deixou claro que o Brasil segue firme na defesa do diálogo e da solução pacífica para o conflito. Ele também reafirmou que seu governo está disposto a colaborar no que for necessário, inclusive dentro do chamado Grupo de Amigos da Paz, iniciativa conjunta de Brasil e China que tenta costurar uma saída diplomática para a crise.
O telefonema antecede um encontro que promete gerar muitos comentários: Putin e o presidente norte-americano Donald Trump devem se reunir pessoalmente na próxima sexta-feira, 15 de agosto, no Alasca. Sim, logo ali, a poucos quilômetros da Rússia, em um território que já foi russo no passado e que hoje é o estado mais ao norte dos EUA. A reunião terá como foco central a guerra, mas não só isso. Washington vem aumentando a pressão para que o Kremlin aceite um cessar-fogo permanente, e essa pressão não é só política — vem acompanhada de um sufocamento econômico.
Trump, que sempre se apresenta como negociador duro, resolveu mirar também nos parceiros comerciais de Moscou. Na semana passada, ele anunciou tarifas adicionais sobre produtos importados da Índia, como forma de punir o país pela compra de petróleo russo. A medida, claro, desagradou Nova Délhi e deixou claro que os EUA estão usando a economia como arma de negociação.
O encontro no Alasca não caiu bem em Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou abertamente o fato de não ter sido incluído nas conversas. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Zelensky ironizou: “O presidente Trump anunciou preparativos para seu encontro com Putin no Alasca. Muito longe desta guerra que devasta nossa terra, contra nosso povo, e que não pode terminar sem nós, sem a Ucrânia.”
Bate-papo sobre o Brics em meio ao tarifaço
O telefonema entre Lula e Putin durou cerca de 40 minutos. Além da pauta sobre a guerra, os dois falaram sobre o cenário político e econômico global e sobre a parceria comercial dentro do Brics — bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e que anda despertando certo incômodo em Washington.
Putin aproveitou para parabenizar Lula pela cúpula de líderes do Brics, realizada no Rio de Janeiro no começo de julho. O russo não compareceu pessoalmente, mas fez questão de destacar o papel do Brasil no encontro. Curiosamente, poucos dias depois desse evento, Trump anunciou um tarifaço contra produtos brasileiros, com taxas de até 50% sobre determinadas importações. A medida entrou em vigor na última quarta-feira, 6 de agosto, e atingiu setores estratégicos.
Entre os motivos para a retaliação, interlocutores da diplomacia norte-americana citam a discussão dentro do Brics sobre aumentar o uso de moedas locais no comércio, reduzindo a dependência do dólar. Para a Casa Branca, essa agenda é vista como afronta direta à hegemonia econômica dos EUA.
O governo brasileiro, por sua vez, já vem buscando alternativas. Entre elas, abrir novos mercados para itens que não escaparam do tarifaço — como café e carne bovina, que continuam na mira das políticas protecionistas de Trump.
No fim da conversa, Lula e Putin confirmaram que pretendem realizar ainda este ano a próxima edição da Comissão de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia. Se sair do papel, o encontro pode ser mais um passo para consolidar laços estratégicos entre os dois países, mesmo em um cenário internacional que parece cada vez mais turbulento.