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Ratinho é denunciado pelo Ministério Público por violência e detalhes vem à tona

Ratinho e denunciado pelo Ministerio Publico por violencia e detalhes

O apresentador Ratinho voltou ao centro de uma controvérsia após ser denunciado pelo Ministério Público por suposta “violência política contra a mulher”. O caso envolve declarações feitas durante um programa na Rádio Massa FM, em dezembro de 2021, quando ele comentou um projeto da deputada federal Natália Bonavides. Segundo a acusação, as falas teriam tido caráter ofensivo e com intenção de constranger a parlamentar.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a promotoria sustenta que o comunicador utilizou linguagem discriminatória relacionada ao gênero da deputada, com o objetivo de prejudicar o exercício do mandato. No inquérito da Polícia Federal, o próprio apresentador confirmou as declarações, alegando que seu estilo busca gerar audiência.

Declarações polêmicas e teor das acusações

Entre os trechos citados no processo, estão frases consideradas graves, como: “A gente tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora?” e “Feia do capeta também, nossa senhora”. Em outro momento, ele afirmou: “Você não tem o que fazer, minha filha? Vá lavar roupa, costura a calça do teu marido […] vem essa imbecil pra fazer esse tipo de coisa!”.

A Promotoria destacou que essas expressões carregam teor preconceituoso e podem configurar tentativa de intimidação política baseada no gênero. O caso ganhou ainda mais repercussão por envolver liberdade de expressão e limites no discurso público.

O projeto defendido pela deputada propunha mudanças no Código Civil para substituir termos tradicionais em cerimônias de casamento por expressões neutras, visando maior inclusão de casais homoafetivos. A proposta gerou reações intensas em diferentes setores da sociedade.

Reviravolta no processo reacende debate

Embora o caso tenha sido arquivado inicialmente em 2023, a decisão foi contestada. Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo reavaliou o processo ao considerar que provas relevantes não haviam sido analisadas. O Ministério Público Federal também apontou falhas na condução anterior, pedindo revisão e troca do responsável pelo caso.

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