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Silêncio incomum no quarto levou Décio Piccinini a se deparar com morte da esposa
O ex-apresentador do programa trouxe à tona os traumas que enfrentou em sua vida após ter se deparado com um silêncio absurdo. Mais detalhes.
O jornalista e apresentador Décio Piccinini emocionou o público ao relatar, em detalhes, o profundo trauma psicológico que enfrentou após a morte repentina de sua primeira esposa, Heloísa, em 1989.
Durante sua participação no podcast Intervenção, comandado por Roger Turchetti, o ex-apresentador do programa Fofocalizando relembrou o momento exato em que encontrou a companheira sem vida dentro do quarto do casal e expôs a severa crise de saúde mental que se estendeu por anos durante o seu período de luto.
Heloísa, que era professora e mãe dos dois primeiros filhos do jornalista, Fernando e Marcos, foi casada com Décio entre 1974 e 1989. Ao descrever a noite da tragédia, o veterano da televisão contou que estranhou um silêncio incomum ao entrar no cômodo e, logo após se deitar, percebeu a total ausência de reação da esposa.
Ao acender a luz do quarto, deparou-se com Heloísa de olhos abertos e compreendeu imediatamente o que havia acontecido. A perda abrupta desencadeou um período de quatro anos e meio de viúvei que ele definiu como uma fase em que ficou emocionalmente desestabilizado, chegando a cometer impulsividades e loucuras em decorrência do sofrimento.
Abalado pela perda, Décio confessou que perdeu a vontade de viver, mas encontrou forças na responsabilidade de criar os filhos pequenos. O processo de reabilitação emocional exigiu um longo e rigoroso acompanhamento psiquiátrico, além do suporte contínuo de medicamentos controlados.
O jornalista detalhou que o luto se transformou em um “inferno em vida”, manifestando-se por meio de crises agudas de ansiedade, especialmente nos momentos em que retornava do trabalho para a casa vazia.
Em um dos relatos mais impactantes da entrevista, ele revelou que o pânico era tão intenso que ele só conseguia dormir se pegasse o travesseiro e se escondesse embaixo da cama, local onde se sentia minimamente protegido.
A reviravolta e a superação gradual desse cenário de dor começaram a se desenhar nos anos 1990, com o apoio de familiares, amigos e médicos. Décio Piccinini conseguiu se reerguer e reencontrou o amor de forma inesperada durante uma ida rotineira a uma ótica para trocar seus óculos.
No local, conheceu Maria Auxiliadora, carinhosamente chamada de Dora, com quem iniciou um relacionamento que já dura 33 anos e gerou sua filha Veridiana, consolidando o recomeço de sua história familiar após os anos mais difíceis de sua vida.
“Eu não queria mais viver, mas me perguntava: ‘E os meus filhos, quem cria?’… Dei muito trabalho para o psiquiatra. Felizmente, encontrei um que ficou comigo muitos anos. Consegui me reerguer. Não é fácil, até hoje não é fácil”, disse Décio Piccinini, em entrevista ao podcast Intervenção.