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Tratamento experimental de Preta Gil nos EUA precisou ser interrompido; entenda
Nesta sexta-feira (8), a médica Roberta Saretta, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, detalhou o acompanhamento de Preta Gil durante os dois anos e meio de combate ao câncer, incluindo os momentos finais da artista. A médica, que esteve ao lado da cantora desde o diagnóstico e acompanhou o retorno da artista dos Estados Unidos, revelou como foi o esforço para trazer Preta de volta ao Brasil pouco antes do falecimento. As informações são do O Globo.
Roberta Saretta destacou a relação próxima construída com a família Gil desde 2016, quando começou a tratar Gil, pai de Preta, em razão de um problema cardíaco grave. O vínculo com a família se fortaleceu ao longo dos anos, e o contato com Preta se tornou mais frequente quando a cantora precisou de acompanhamento médico durante o tratamento contra o câncer, diagnosticado em janeiro de 2023.



Preta Gil perguntou à medica quanto tempo tinha de vida
Preta Gil iniciou o tratamento após um sangramento intestinal, mas enfrentou dificuldades desde o início, tanto físicas quanto emocionais, já que passava por uma separação. Roberta Saretta recorda que foi necessário um esforço para convencer Preta a se submeter a exames em São Paulo, armando uma “arapuca” para mantê-la em observação. Durante o período de remissão, Preta voltou a frequentar o hospital apenas para controle, até que exames realizados pouco antes do aniversário de 50 anos indicaram nova progressão da doença, com tumores afetando linfonodos e exigindo uma cirurgia complexa.
Preta sempre demonstrou uma postura vibrante e festiva mesmo nos momentos mais difíceis, e a presença constante de amigos no hospital ajudou na força da cantora para enfrentar a doença. Em um episódio marcante, Ivete Sangalo compareceu ao hospital de madrugada para acompanhar Preta, demonstrando o círculo de apoio e afeto ao redor da artista.
O ponto mais doloroso para Roberta Saretta foi o momento em que precisou comunicar a Preta, em março de 2025, a expansão do câncer para outros órgãos, como fígado e pulmões. A conversa aconteceu com a presença de amigos, mas, pela primeira vez, Preta pediu privacidade. “Se eu não fizer nada quanto tempo tenho de vida?”, perguntou a cantora. A resposta indicou um prazo de seis a oito meses, e foram apresentadas alternativas experimentais em estudos nos Estados Unidos.
Tratamento experimental teve que ser interrompido por problemas de saúde
A médica explicou que a decisão de Preta Gil por tentar um tratamento fora do país surgiu da vontade da artista de não se contentar com um prognóstico curto, buscando viver muito além do esperado. Roberta Saretta ressaltou: “A possibilidade do tratamento experimental a iluminou”. A resistência e a vitalidade da cantora de 50 anos foram decisivas para essa escolha, especialmente diante da complexidade do câncer, que apresentava mutações que dificultavam a resposta aos tratamentos convencionais.
A busca pelo protocolo experimental contou com o apoio de amigos próximos, como a empresária Marina Morena, e culminou na entrada em um centro médico na Virgínia, onde Preta iniciou uma quimioterapia intravenosa direcionada às mutações do tumor. No entanto, complicações como infecção e enfraquecimento renal levaram à interrupção do tratamento.
Durante a tentativa de retorno ao Brasil, a médica recorda que Preta estava estável no início da viagem, mas durante o trajeto para o aeroporto apresentou piora. Ao ser questionada sobre a possibilidade de continuar, a cantora respondeu: “Não dou conta”. A ambulância foi redirecionada para o hospital mais próximo, onde Preta Gil faleceu poucos minutos depois.
Nos dias seguintes, amigos e familiares celebraram a vida de Preta Gil nos Estados Unidos, realizando atividades que a cantora gostava, como refeições no restaurante Balthazar, em Nova York. Roberta Saretta enfatizou que “Preta viveu intensamente cada segundo até o fim” e lutou com amor pela vida até os últimos momentos.