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Após repercussão negativa do que disse no programa de Bial, Wagner Moura se retrata: ‘Errei…’

Apos repercussao negativa do que disse no programa de Bial

Wagner Moura decidiu se manifestar após a repercussão negativa de uma declaração feita durante sua participação no Conversa com Bial. O ator vinha recebendo críticas nas redes sociais desde a exibição do programa, especialmente por ter utilizado, em tom de ironia, a expressão “fascismo de esquerda” ao abordar questões relacionadas ao identitarismo.

Diante da reação provocada pela fala, o artista enviou uma retratação à Folha de S. Paulo e reconheceu que poderia ter escolhido outra expressão. Moura explicou que continua apoiando movimentos identitários, mas fez questão de diferenciar esse posicionamento de sua crítica à cultura do cancelamento.

Ator reconhece erro

“Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde. Venha da direita ou da esquerda”, afirmou Wagner. Em seguida, ele admitiu que errou ao utilizar o termo durante a entrevista. “O personagem que faço na peça Um Julgamento é uma pessoa que foi cancelada. Mas errei ao chamar isso de ‘fascisminho de esquerda’. Não é um termo apropriado e é insensível ao fato de que são historicamente as minorias que sofrem a violência que caracteriza o fascismo”, declarou.

Durante a conversa com Pedro Bial, realizada em Atenas, na Grécia, Wagner Moura também falou sobre as críticas que recebe por morar e trabalhar nos Estados Unidos enquanto mantém seu posicionamento em defesa de minorias sociais e da justiça.

Saiba mais

O ator citou argumentos usados por grupos de direita para questioná-lo, como “não é preto e defende preto” e “não é gay e defende gay”. Após a exibição, a entrevista provocou reações distintas nas redes sociais, com parte do público defendendo Moura e afirmando que suas declarações haviam sido interpretadas de maneira equivocada.

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