Entretenimento
Globo acaba de confirmar a morte de um dos mais queridos jornalistas do Brasil
O jornal O Globo, o portal g1 e outros veículos da Globo confirmaram uma triste notícia nesta quinta-feira (10). O jornalista e comentarista Claudio Carsughi morreu, aos 93 anos, após passar 27 dias internado. Segundo informações divulgadas por sua filha, Claudia Carsughi, ele enfrentava uma infecção respiratória e não resistiu.
Considerado uma referência do jornalismo esportivo brasileiro, Carsughi construiu uma carreira que atravessou décadas e reuniu trabalhos no rádio, na televisão, em jornais e revistas, com destaque para suas análises sobre futebol e automobilismo.
Filha confirma a morte de Carsughi
A confirmação da morte foi feita pela filha nas redes sociais. Claudia contou que o pai permaneceu internado durante quase um mês e pediu orações aos admiradores do jornalista. “Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele”, disse. Até o momento, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Trajetória de Claudio Carsughi
Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi chegou ao Brasil ainda criança, em 1946, depois do fim da Segunda Guerra Mundial. A família se estabeleceu em São Paulo, onde ele estudou no Colégio Dante Alighieri e posteriormente se formou em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Sua relação com o jornalismo começou cedo, aos 16 anos, quando passou a trabalhar como correspondente do Corriere dello Sport. Pela publicação, participou da cobertura da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, e também colaborou com outros veículos italianos.

No rádio, Carsughi iniciou em 1957 uma longa trajetória na Jovem Pan, que na época se chamava Rádio Panamericana. A ligação com a emissora durou quase seis décadas e terminou em 2015. Durante esse período, acompanhou cinco Copas do Mundo consecutivas como comentarista, em 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986. O jornalista também teve passagens pelas rádios Bandeirantes e Record. Paralelamente ao futebol, construiu uma sólida carreira ligada ao automobilismo e trabalhou como responsável técnico da revista Quatro Rodas entre 1974 e 1990, além de ter sido editor executivo da Oficina Mecânica e fundador da Auto&Técnica.
A televisão também fez parte da trajetória de Carsughi, que trabalhou na ESPN Brasil, participando do Linha de Passe, e no SporTV, onde comentou futebol, Fórmula 1 e motociclismo. Em 2015, passou a integrar ainda as equipes da Rádio Nacional e da TV Brasil. Conhecido no meio profissional como Mestre Carsughi, tornou-se uma figura respeitada pela serenidade e pela precisão de suas análises. Sua morte encerra uma trajetória de mais de sete décadas dedicada ao jornalismo e ao esporte.