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Hélter Duarte substitui Ana Paula e dá uma das piores notícias dos últimos tempos: ‘primeiras mortes por…’
Hélter Duarte está substituindo Ana Paula Araújo no Bom Dia Brasil nesta semana. Ana Paula está apresentando o Jornal Nacional porque Renata Vasconcellos foi escalada para a entrevista com os candidatos a presidente que vai ao ar logo depois do JN.
Na edição desta quarta-feira (26), Hélter Duarte deu uma triste notícia ao vivo. “Os Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo neste ano. As vítimas não tinham tomado a vacina”, afirmou o apresentador.
Mortes por sarampo nos Estados Unidos
Os Estados Unidos registraram as duas primeiras mortes por sarampo em 2026, segundo o Departamento de Saúde da Pensilvânia. As vítimas eram moradoras não vacinadas do Condado de Lancaster. O estado não registrava uma morte provocada pela doença havia 35 anos, e o novo episódio voltou a chamar atenção para a queda da cobertura vacinal e o avanço do sarampo em diferentes regiões do país.
Por questões de privacidade, as autoridades não divulgaram informações como idade e sexo das vítimas. Os dois óbitos ocorrem em meio a um surto que já provocou milhares de infecções nos Estados Unidos. De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, o país havia confirmado 2.777 casos de sarampo em 2026, número superior aos 2.289 registros contabilizados durante todo o ano de 2025. No ano passado, três pessoas morreram em decorrência da doença.
Transmissão de sarampo
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e pode ser transmitido pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira próximo de outras pessoas. O vírus também pode permanecer ativo no ambiente por determinado período depois que o paciente deixa o local.
A principal forma de prevenção é a vacinação. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é utilizada há décadas em diferentes países, incluindo o Brasil. A cobertura vacinal infantil nos Estados Unidos, porém, caiu de mais de 95% em 2020 para menos de 93% atualmente. A marca de 95% é considerada importante para manter a proteção coletiva contra o sarampo, e a redução da vacinação aumenta o espaço para que o vírus volte a circular.
O cenário também ganhou uma dimensão política diante das posições defendidas pelo presidente Donald Trump e pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr. Em agosto, Trump assinou uma ordem executiva relacionada ao calendário de vacinação infantil e defendeu mudanças na aplicação da tríplice viral.