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Júri define parte do veredito de Diddy; impasse trava acusação mais grave

Juri define parte do veredito de Diddy impasse trava acusacao

Após semanas de depoimentos chocantes e uma intensa batalha judicial, o julgamento federal de Sean “Diddy” Combs teve um avanço parcial nesta terça-feira (1º/07). O júri informou ter chegado a um veredito sobre quatro das cinco acusações contra o empresário e rapper de 55 anos, incluindo tráfico sexual e transporte de vítimas para fins de prostituição. Porém, a acusação mais grave, de conspiração para extorsão, permanece sem definição, devido à discordância entre os jurados.

De acordo com comunicado entregue ao juiz Arun Subramanian, há membros do júri com opiniões “inconciliáveis” sobre essa quinta acusação, impedindo a formação de um veredito unânime. Diante do impasse, tanto a promotoria quanto a defesa solicitaram que o magistrado determinasse a continuidade das deliberações para buscar um consenso.

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Combs estava presente no tribunal ao lado de seus advogados. De cabeça baixa e mãos entrelaçadas no colo, aparentava estar em prece ou em momento de tensão. Em determinado momento, enxugou os olhos; não se sabe se por emoção ou cansaço. O julgamento acontece no Tribunal Distrital do Sul de Manhattan, onde os jurados iniciaram as deliberações na segunda-feira (30/6).

A acusação que divide o júri está ancorada na Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas por Extorsão (RICO), originalmente criada para combater o crime organizado. Segundo os promotores, Diddy teria liderado uma “empresa criminosa” composta por pessoas de sua confiança, como seguranças e membros da equipe, usada para intimidar vítimas e facilitar abusos sexuais e psicológicos ao longo de anos. Para que a acusação prospere, é necessário provar ao menos dois crimes correlatos em um intervalo de 10 anos.

Entre os testemunhos mais marcantes apresentados à Corte está o da cantora Cassie Ventura, ex-namorada de Combs, que detalhou episódios de abuso emocional, agressões físicas e sessões de sexo não consensual, descritas como “surras”, geralmente induzidas por drogas e prolongadas por dias. Outra ex-companheira, identificada como “Jane”, relatou dinâmicas semelhantes, incluindo encontros forçados com terceiros enquanto Diddy observava.

A defesa de Combs manteve a estratégia de não apresentar testemunhas, e o próprio réu optou por não depor. Seus advogados argumentaram que as relações descritas foram consensuais e apresentaram mensagens antigas das supostas vítimas como tentativa de desmontar as alegações de coerção. Mas, o histórico do artista, incluindo um vídeo de 2016 divulgado pela CNN, em que Combs agride Cassie em um hotel, complicou a narrativa da defesa. O rapper admitiu o episódio e classificou sua atitude como “indefensável”.

Combs também já havia feito um acordo financeiro com Ventura em um processo civil separado movido em 2023, no qual ela o acusava de abuso sexual e físico. O caso atual, porém, é criminal, e pode levá-lo à prisão perpétua se for condenado pela acusação de conspiração para extorsão. As penas mínimas variam entre 10 e 15 anos para as demais acusações.

O juiz Subramanian ainda avalia se permitirá um veredito parcial ou se exigirá que os jurados continuem reunidos até que um consenso seja alcançado sobre a quinta acusação.

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