Nesta semana, eu tive a oportunidade incrível de voltar à sede da Bayer, uma empresa que conheci há cerca de dez anos. Naquela época, a Bayer estava apenas começando sua jornada rumo à inclusão racial em seu quadro de funcionários. Fui convidado para as celebrações do décimo aniversário do Bayafro, um grupo de afinidades que vi nascer e que é fundamental para inserir a pauta de Diversidade e Inclusão na corporação. O encontro foi marcante, não só por relembrar um capítulo importante da minha trajetória como ativista e consultor, mas também por perceber o quão longe a empresa chegou.
Eu me recordo com clareza da minha primeira reunião com o Theo van der Loo, que era o CEO da Bayer na época, há mais de dez anos. Naquela ocasião, firmamos um pacto que visava desenvolver uma política de inclusão que pudesse realmente impactar o meio corporativo no Brasil. Foi um momento carregado de otimismo, mas também de desafios, uma vez que a inclusão racial era um tema ainda muito novo e pouco compreendido por muitas empresas. Muitos CEOs questionavam a relevância desse assunto, o que tornava nossa missão ainda mais difícil.
