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Morte de ator aos 43 anos está dando o que falar: ‘meu país me abandonou até o fim…’
O ator francês Arnaud Denis morreu aos 43 anos nesta terça-feira (22), na Bélgica, após ser submetido a uma eutanásia. Segundo informações divulgadas pela BFMTV, afiliada da CNN na França, o artista enfrentava problemas de saúde que começaram depois de uma cirurgia para correção de hérnia realizada três anos atrás.
Antes do procedimento, Denis publicou um longo relato nas redes sociais no qual descreveu a deterioração de sua condição e fez críticas ao atendimento médico que recebeu. De acordo com o próprio ator, os problemas se agravaram depois da cirurgia e passaram a incluir dores consideradas incapacitantes, distúrbios no sistema digestivo e encefalomielite miálgica, entre outras complicações.
Ele afirmou ainda que perdeu 17 quilos em um período de três meses e que chegou a procurar serviços de emergência diversas vezes. Em seu relato, Denis também disse que enfrentava dificuldades para andar, permanecer em pé e realizar atividades básicas do cotidiano. “Não é nenhum prazer não conseguir mais ficar em pé, andar ou me levantar da cama”, escreveu.

Quadro agravado
Denis também relatou dificuldades para conseguir atendimento que considerava necessário diante do agravamento de seu quadro. Segundo ele, chegou a procurar uma emergência 12 vezes em um intervalo de um ano. O ator afirmou que, inicialmente, ouviu de profissionais que não havia nenhum problema e que, posteriormente, teria recebido a informação de que sua condição havia se tornado crônica. Ele também disse que não conseguiu ter acesso aos cuidados paliativos que havia solicitado, mesmo depois de ficar acamado.
Ator critica sistema de saúde da França
Em sua publicação, o ator explicou por que decidiu realizar a eutanásia na Bélgica em vez de passar pelo procedimento na França. Ele afirmou que se sentiu abandonado pelo sistema de saúde de seu país e criticou tanto a dificuldade para receber tratamento quanto a falta de acesso aos cuidados paliativos que buscava. “Meu país me decepcionou até o fim: recusa de atendimento, mas recusa de ajudar a morrer” O relato foi publicado um dia antes da realização do procedimento e também trouxe acusações de negligência médica, apresentadas pelo próprio artista.