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Ninguém imagina o que acontece na RedeTV!: causa repulsa e risco de doença
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo e o Sindicato dos Radialistas de São Paulo tornaram público um documento que expõe a realidade vivida por trabalhadores da RedeTV!. O comunicado, obtido pelo portal Notícias da TV, traz à luz detalhes que até então permaneciam restritos aos bastidores e que agora causam forte repercussão. A própria briga registrada na redação no dia 18 de setembro, que deixou um funcionário ferido, aparece como consequência de um clima que já vinha se deteriorando há bastante tempo.
A pressão por resultados de audiência, a redução constante de equipes e a cobrança agressiva por parte da direção teriam criado um ambiente insustentável. O documento destaca que profissionais convivem com ameaças frequentes e com a sensação de instabilidade, o que levou os nervos à flor da pele em vários momentos antes do confronto registrado publicamente.
Condições que afetam a saúde de funcionários
Entre os pontos que mais causam choque estão as condições de higiene e alimentação oferecidas dentro da emissora. Bebedouros sem manutenção desde junho, banheiros sem produtos básicos e um refeitório onde circulam roedores e insetos são citados de forma explícita. Funcionários relatam que fazer uma refeição no local tornou-se uma aposta, com casos de intoxicação que se estendem por dias e semanas.
Os equipamentos disponíveis também são motivo de preocupação. Computadores antigos, que não suportam atualizações, e falta de aparelhos suficientes fazem com que profissionais levem seus próprios equipamentos de casa para conseguir trabalhar. Em afiliadas pelo interior e outros estados, a situação é ainda mais grave: já foram registrados períodos sem internet e sem energia, com funcionários se unindo para pagar contas e manter a atividade funcionando.
Direitos trabalhistas ignorados
Os problemas não se limitam às instalações. Profissionais contratados como pessoa jurídica relatam ficar mais de quatro meses sem receber seus pagamentos. Vale-refeição e vale-transporte chegam a atrasar por semanas, e o depósito do FGTS não ocorre como deveria. A dívida da emissora com os trabalhadores e com a União já ultrapassa os R$ 30 milhões.
Mesmo com esse quadro, a emissora segue com o processo de renovação de sua concessão de funcionamento. Os sindicatos consideram isso inaceitável e já entraram com ação judicial cobrando o cumprimento da lei. A audiência referente ao processo está marcada para o dia 19 de novembro deste ano.