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Ratinho se meteu com Erika Hilton, decisão da Justiça sai e ele não tem pra onde fugir
Uma declaração feita ao vivo em rede nacional teve consequências que agora precisam ser acatadas. O apresentador Ratinho fez comentários considerados ofensivos sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) em março deste ano, durante exibição de seu programa no SBT. O caso ganhou contornos judiciais e, após tramitação, uma decisão foi proferida — e ela deve ser cumprida.
A informação é do portal Notícias da TV, veiculada em 26 de setembro de 2026. A medida determinada pela Justiça de São Paulo estabelece a exibição de um direito de resposta da parlamentar no mesmo programa e no mesmo horário em que as declarações foram feitas. A emissora chegou a tentar reverter a decisão, mas recursos foram negados e a obrigação passou a valer.
O que levou à decisão
Tudo começou quando Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ratinho questionou a escolha e afirmou em rede nacional que ela “não é mulher, é trans”, associando a identidade de gênero a características biológicas. As declarações foram consideradas pela Justiça como desqualificação pessoal e não debate político.
A decisão destacou que críticas à atuação parlamentar fazem parte do debate democrático, mas negar reiteradamente a identidade de alguém ultrapassa esse limite. O tribunal também rejeitou o argumento de que a Lei do Direito de Resposta não se aplicaria a programas de entretenimento, esclarecendo que a legislação protege os direitos da personalidade independentemente do formato do programa.
A resposta que foi ao ar
No material que foi exibido, Erika Hilton reafirma sua identidade e recorda sua relação afetiva com a televisão e com o SBT. Ela rebate diretamente as afirmações feitas sobre si e alerta para os efeitos de declarações que promovem discriminação. A deputada defende que a liberdade de expressão não é absoluta e que nenhuma pessoa deve ser diminuída por existir.
A medida judicial também prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A determinação deve ser cumprida antes do primeiro turno das eleições, conforme definido em decisão mais recente. O que se segue agora é o cumprimento da ordem judicial — e o público pode conferir no próprio programa onde tudo começou.