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Ricardo Boechat: acidente de helicóptero encerrou trajetória de um dos grandes jornalistas do país
Ricardo Eugênio Boechat morreu em 11 de fevereiro de 2019, aos 66 anos, após um acidente de helicóptero que provocou forte repercussão no Brasil. O jornalista retornava de Campinas para São Paulo depois de participar de uma palestra quando a aeronave caiu nas proximidades da Rodovia Anhanguera. O piloto Ronaldo Quattrucci, de 56 anos, também morreu. Conforme relatos divulgados naquele período, o helicóptero teria apresentado uma falha durante o trajeto, levando o piloto a tentar um pouso de emergência. Na descida, a aeronave atingiu um caminhão e foi tomada pelas chamas.
A morte interrompeu uma carreira que estava em plena atividade. Naquela mesma manhã, Boechat havia apresentado seu programa na BandNews FM e seguia como um dos principais nomes do jornalismo brasileiro. Desde 2006, comandava o Jornal da Band e também mantinha uma coluna na revista IstoÉ. Nascido em Buenos Aires, na Argentina, em 13 de julho de 1952, iniciou a vida profissional ainda adolescente, aos 17 anos, quando conseguiu seu primeiro emprego em uma redação. Pouco depois, tornou-se repórter e começou a trabalhar com colunismo social ao lado de Ibrahim Sued.
Carreira de Boechat foi marcada por grandes veículos e presença na televisão
Ao longo de quase cinco décadas, Boechat construiu passagem por importantes veículos, entre eles Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, O Dia e O Globo. Ganhou projeção especialmente pelo trabalho como colunista e pela busca de informações exclusivas envolvendo política, economia e sociedade. Na década de 1990, chegou à televisão com uma coluna diária no Bom Dia Brasil, da TV Globo. Mais tarde, ingressou no Grupo Bandeirantes, onde consolidou sua popularidade principalmente por meio da BandNews FM e, posteriormente, do Jornal da Band.
O estilo direto, espontâneo e acessível ajudou a aproximar o jornalista de uma grande audiência. Boechat alternava a televisão com o rádio e ficou conhecido pela maneira franca de analisar os acontecimentos e pela capacidade de abordar temas complexos em uma linguagem próxima do público. Sua trajetória também foi reconhecida por importantes premiações: recebeu três Prêmios Esso de Jornalismo e acumulou destaque entre os profissionais mais premiados pelo Prêmio Comunique-se. Além da apresentação, sua carreira teve forte ligação com reportagem, colunismo e jornalismo de bastidores.
Acidente de helicóptero marcou a despedida de Ricardo Boechat
Na manhã de 11 de fevereiro, Boechat cumpriu normalmente sua rotina profissional antes de seguir para Campinas. Horas depois, a notícia de sua morte passou a dominar o noticiário. O helicóptero caiu no início da tarde, atingiu um caminhão e provocou a morte do jornalista e do piloto no local. O motorista do veículo terrestre ficou ferido, mas sobreviveu. Boechat deixou a esposa, Veruska Boechat, seis filhos e uma trajetória reconhecida por diferentes gerações do público. Sua morte encerrou de forma repentina uma carreira construída entre jornais, rádio e televisão, deixando seu nome associado a uma das histórias de maior destaque do jornalismo brasileiro.