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Roberto Kovalick leva ao ar uma das notícias de luto mais tristes dos últimos tempos: ‘entre elas um bebê’

Roberto Kovalick leva ao ar uma das noticias de luto

Roberto Kovalick levou ao ar no Jornal Hoje uma das notícias mais tristes dos últimos tempos. “Mais de 80 pessoas, entre elas um bebê, morreram ao tentar chegar às Ilhas Canárias num barco de madeira”, informou o apresentador do telejornal exibido pela Globo.

A embarcação com 128 pessoas a bordo naufragou durante a travessia em direção às Ilhas Canárias, arquipélago espanhol. Quarenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida por equipes espanholas a aproximadamente 120 quilômetros ao sul das ilhas. Entre os sobreviventes, três estavam em estado crítico e precisaram ser transportados de helicóptero para o Hospital Universitário Doctor Negrín, em Gran Canaria.

Embarcação ficou à deriva por quase um mês

A embarcação foi localizada à deriva na quarta-feira (2), depois de permanecer 27 dias no mar desde a saída da Gâmbia. O resgate ocorreu na quinta-feira (3), segundo informações do Serviço de Resgate Marítimo e da organização não governamental Caminando Fronteras. Cinco corpos também foram encontrados dentro do barco, mas não puderam ser retirados naquele momento por causa das condições do mar. Entre os sobreviventes, seis precisaram de atendimento hospitalar por apresentarem sinais de desorientação e desidratação.

A viagem evidencia mais uma vez os riscos enfrentados por migrantes que tentam chegar às Ilhas Canárias em embarcações precárias. A rota pelo Atlântico é considerada uma das mais perigosas utilizadas por pessoas que deixam países africanos em busca de melhores condições de vida na Europa. A longa permanência no mar, a falta de alimentos e água e as condições inadequadas das embarcações aumentam significativamente o risco de mortes durante o percurso.

Pressão migratória na Espanha

Segundo informações divulgadas sobre o caso, quatro mulheres estavam entre os migrantes identificados pelas autoridades. A embarcação foi encontrada em uma região distante do arquipélago espanhol, após semanas de viagem. A operação de resgate mobilizou equipes especializadas, que precisaram lidar com as condições marítimas para retirar os sobreviventes e prestar os primeiros atendimentos.

A tragédia acontece em meio a uma nova pressão migratória na Espanha, incluindo a situação registrada em Ceuta. Na quarta-feira (2), um relatório da Polícia Nacional espanhola apontou que forças de segurança do Marrocos teriam orientado a entrada de migrantes em território espanhol. O naufrágio reacende o debate sobre a situação dos deslocados que tentam alcançar a Europa por rotas marítimas extremamente perigosas e sobre a necessidade de operações de resgate capazes de localizar embarcações antes que situações como essa terminem em tragédia.

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