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Sábado de tristeza – Sabina Simonato é responsável por dar pior notícia da semana: ‘mortos…’
Sabina Simonato e Marcelo Pereira levaram ao ar no Bom Dia Sábado deste sábado (27), as últimas notícias sobre a tragédia que se abate sobre a Venezuela. A situação no país tornou-se ainda mais dramática três dias após os terremotos de 7,2 e 7,5 de magnitude que devastaram o país.
O cenário de destruição foi agravado por um novo sismo de 4,7 pontos registrado na noite de sexta-feira (26), gerando pânico adicional entre a população e complicando as operações de resgate. Com o esgotamento da janela de 48 a 72 horas considerada ideal para a localização de vítimas com vida, o desespero de famílias que ainda escavam os escombros por conta própria tem aumentado exponencialmente. “Números oficiais dão conta de mais de 920 mortos e mais de 3 mil feridos”, disse Sabina Simonato.
Venezuela vive dias de caos em meio à tragédia
Para conter o caos logístico, o governo anunciou a restrição de acesso ao estado de La Guaira, que é o epicentro da destruição. A entrada na região agora depende de autorização oficial, uma medida adotada após relatos de que o trânsito intenso e a aglomeração de curiosos estariam interferindo na movimentação das equipes de busca e salvamento.
A militarização de La Guaira foi confirmada pela presidente em exercício, Delcy Rodríguez, que também oficializou a recepção de ajuda de diversas nações estrangeiras. Enquanto soldados e voluntários internacionais, incluindo equipes dos Estados Unidos e do México, tentam organizar a distribuição de suprimentos, moradores relatam que a assistência estatal ainda é insuficiente frente à magnitude da devastação.
Milhões de pessoas podem ser afetadas pelo terremoto
O impacto social da catástrofe é abrangente, com a Organização Internacional para as Migrações estimando que quase 7 milhões de pessoas possam ser afetadas pelos sismos. O trauma psicológico é evidente nas ruas, onde milhares de sobreviventes se recusam a retornar para suas casas, preferindo dormir ao relento em abrigos improvisados com lonas e barracas. A escassez de produtos básicos em lojas e farmácias tem gerado cenas de tensão, com relatos de pessoas disputando itens essenciais como comida e fraldas em meio ao cenário de incertezas e instabilidade política que o país já atravessava.