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Virginia teria recebido 30% sobre prejuízo de seguidores em aposta da Blaze e MP investiga
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, identificou que a influenciadora Virginia Fonseca teve uma atuação direta em um sistema organizado pela casa de apostas Blaze para atrair usuários durante os jogos da Copa do Mundo de 2026. Em um dos episódios analisados, referente à partida entre Argentina e Cabo Verde, a criadora de conteúdo utilizou sua expressiva base de mais de 56 milhões de seguidores para incentivar apostas no time africano.
De acordo com o órgão ministerial, a influenciadora empregou gatilhos emocionais ao declarar que estava esperançosa com o resultado favorável a Cabo Verde, omitindo o caráter publicitário da publicação. O Ministério Público ressaltou que a aposta sugerida possuía baixa probabilidade de acerto e alto retorno potencial, criticando a conduta de Virginia por explorar vieses cognitivos de seu público. O documento enfatiza que, ao agir dessa forma, ela aumentou a percepção de atratividade de um resultado improvável, falhando em comunicar os riscos e as chances reais do jogo aos seus seguidores.
Perda integral e comissão de 30% sobre os prejuízos
Conforme o Ministério Público, a derrota de Cabo Verde para a Argentina por 3 a 2 resultou em prejuízo total para os seguidores que confiaram na indicação da influenciadora. O órgão detalha que a empresária era beneficiada por um esquema de comissionamento, recebendo 30% sobre os valores perdidos pelos usuários que aderiram às suas recomendações.
Para o promotor Paulo Binicheski, responsável pela ação, a estratégia da Blaze foi desenhada para priorizar o aumento do volume de apostas em vez de oferecer qualquer salvaguarda aos consumidores. O Ministério Público enfatiza que a plataforma utilizou o marketing para promover a ilusão de ganho financeiro rápido, alertando que a casa de apostas sempre detém a vantagem matemática.
MP critica estratégia com influenciadores
Nesse contexto, o órgão critica duramente a tática de recrutar figuras públicas admiradas pelo público para converter fãs em apostadores, consolidando a ideia de que o sistema é estruturado para garantir o lucro da empresa em detrimento da segurança dos consumidores.